Grátis: Instituto Moreira Salles abre exposição de Seidou Keïta, mestre da arte do retrato na África

Por Metro São Paulo

Iluminação e enquadramento se alinham de forma harmoniosa e humana no trabalho em preto e branco do fotógrafo malinês Seidou Keïta (1921-2001), um dos primeiros profissionais do continente africano a se especializar na arte do retrato.

Parte de sua produção pode ser conferida a partir desta terça-feira (17), às 18h, em uma exposição montada pelo Instituto Moreira Salles.

Com curadoria de Jacques Leenhardt e Samuel Titan Jr, a mostra reúne 136 obras entre 1948 e 1962, sendo 48 tiragens vintage inéditas no Brasil e 88 fotografias ampliadas ao longo dos anos 1990, quando o trabalho de Keïta conquista forte repercussão internacional.

É a oportunidade de entrar em contato com o universo de um artista que usou o povo do Mali para registrar a evolução de seu país no antes e depois de sua independência, em 1960.

Autodidata, Keïta começou a fotografar aos 14 anos após ganhar uma câmera de um tio. O talento o levou a deixar a carreira de carpinteiro para abrir um estúdio próprio na capital Bamako.

Nele, retratou desde a elite da cidade à pequena burguesia em ascensão e também gente do campo de passagem por ali, depositando sobre eles um olhar de igual para igual, diferente do realizado até então por fotógrafos colonizadores.

O resultado são imagens que mesclam o tradicional, como visto nas estampas das roupas, com a modernidade, em objetos de cena como carros e rádios que apontam para um país em crescimento.

Quem quiser saber mais sobre a obra de Keïta pode participar hoje, às 19h, de uma visita guiada gratuita com os curadores.

No IMS (av. Paulista, 2.424, Consolação, tel.: 2842-9120). De ter. a dom., das 10h às 20h (qui. até as 22h). Grátis. Até 29/7.

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