5 coisas que você precisa saber antes de assistir a série 'O Mecanismo'

Mas se você já conferiu a nova produção da Netflix, também vale a pena ler!

Por Metro Internacional

“Uma obra de ficção inspirada livremente em eventos reais. Personagens, situações e outros elementos foram adaptados para efeito dramático", dessa forma começa a série “O Mecanismo”.

A produção da Netflix é baseada no caso “Operação Lava Jato”, nome dado à investigação do esquema de corrupção, lavagem e desvio de dinheiro mais comentada dos últimos tempos.

  1. Quem é quem?

Os personagens representam pessoas reais, com nomes diferentes. A ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo, foi batizada de "Janete Ruscov", Michel Temer é "Samuel Thames" e a delegada Erika Marena é representada por "Verena Cardoni".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou o nome de “João Higino” na ficção. Enquanto Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, entrou como "Mário Garcez Brito, o Mago" e o Japonês da Federal, como “China”.

Os doleiros Alberto Youssef são nomeados como "Roberto Ibrahim", Carlos Habib Chater "Chebab", e Nelma Kodama de "Wilma Kitano". Até a Polícia Federal se transformou em “Polícia Federativa”.

O Partido dos Trabalhadores  (PT) é retratado como "PO", o Partido Operário. A Petrobras, virou "Petrobrasil", e a empreiteira Galvão Engenharia  mudou para "Bueno Engenharia".

  1. Mas, afinal, o Selton Mello representa quem?

O policial Marco Rufo interpretado por Selton Mello é baseado em um delegado aposentado da Polícia Federal, chamado Gerson Machado.

  1. Os métodos de investigação são realmente os retratados na série?

Segundo a BBC, os investigadores da Lava Jato usam uma série de softwares de análise de dados para obter as informações do caso. Portanto, se você ver algum dos investigadores vasculhando lixos atrás de provas, é provável que seja só ficção mesmo.

Foto Reprodução / Netflix
  1. A investigação realmente começou há tanto tempo?

Assim como Rufo investiga Roberto Ibrahim (Youssef) na ficção, um inquérito foi aberto em 2008 sobre o caso, mas a operação Lava Jato que conhecemos começou anos depois.

Uma informação importante: a série não menciona o fato de o esquema ter começado em 1996, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

  1. Uma série caluniosa?

Você deve ter ouvido falar que o personagem João Higino (inspirado no ex-presidente Lula) se referiu aos esforços para deter os trabalhos da Operação Lava Jato com a frase "estancar a sangria". Na vida real, o áudio divulgado era de Romero Jucá, uma mensagem que se tornou pública em 2016.

Essa fala irritou bastante as pessoas reais envolvidas (ou não ) no caso. O ator José de Abreu, por exemplo, cancelou sua conta da Netflix.

Podemos então assumir que se trata de uma obra caluniosa? Calma!

É importante não misturar vida real e ficção. A produção apresenta seu conteúdo como ficcional e não documental. Portanto, o programa é voltado para o entretenimento e não deve ser utilizado como material de pesquisa sobre o caso.

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