Netflix aposta mais em conteúdo nacional

Por Metro Rio

O lançamento da série “O Mecanismo” revela a crescente relevância do mercado audiovisual brasileiro nos planos de negócio da Netflix – o país é um dos três países com mais assinantes do serviço de streaming no mundo.

“Além de termos muitos assinantes, também temos oportunidades para trabalhar com talentos brasileiros”, conta o vice-presidente internacional de conteúdo original da companhia, Erik Barmack.

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Desde o lançamento da série “3%”, em 2016, o serviço de streaming tem direcionado robustos investimentos no país. “Em nível local, o que vemos é uma demanda dos consumidores e um interesse da empresa por criar histórias no Brasil”, observa Barmack.

Outras produções nacionais roteirizadas devem ingressar no catálogo ainda este ano. Uma delas é o sitcom “Samantha!”, sobre a história de uma decadente ex-celebridade infantil, interpretada pela atriz Emanuelle Araújo. A segunda temporada de “3%” também deve estrear em 2018.

Sem previsão de lançamento, a série “Coisa Mais Linda” inicia as filmagens nos próximos meses. Situada nos anos 1950, vai girar em torno de uma mulher conservadora que decide abrir uma casa noturna de bossa nova.

Para 2019, a grande promessa é “Sintonia”, produzida pelo produtor Kondzilla, dono do maior canal de funk no país. O título vai acompanhar três personagens pelo mundo da pobreza em uma favela paulistana.

“Há pelo menos três ou quatro outros projetos que ainda não estamos prontos para anunciar. A longo prazo queremos lançar entre 10 e 12 séries por ano, e isso vai ser em breve”, diz Barmack.

O crescente foco no mercado brasileiro sinaliza a tentativa da Netflix de se tornar menos dependente do mercado norte-americano. O movimento se reflete na diversificação do catálogo, em séries como “La Casa de Papel”, da Espanha, e “Dark”, da Alemanha. “Nenhuma delas tenta fazer TV americana. Boas histórias podem vir de qualquer lugar”, diz ele, segundo o qual as séries nacionais têm tido resultados satisfatórios no exterior.

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