Marina Lima lança 21º álbum, Novas Famílias, em que ataca o conservadorismo

Por Bruno Bucis/Metro Brasília
MARINA LIMA

Com letras a favor de famílias formadas por casais homossexuais, com pautas feministas e atacando diretamente “coxinhas”, o 21º álbum de Marina Lima aponta suas armas para a cara do conservadorismo.

“Novas Famílias” traz nove canções, oito delas inéditas, e mergulha diretamente nas polêmicas do noticiário. Enquanto algumas personalidades evitam se posicionar, Marina se declara abertamente à esquerda, vestindo a camisa do que quer defender.

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“Pega fogo / Com um galão se vira o jogo / Gasolina neles”, clama a cantora na faixa de forte apelo eletrônico “Mãe Gentil”, uma das melhores do disco, em que conta com o apoio da carioca Letícia Novaes, a Letrux.

As parcerias escolhidas, aliás, mostram uma renovação estética da cantora. Aos 62 anos, ela se prova atual não só pela temática “quente” do álbum, mas também pelas inovações sonoras que incorpora ao repertório.

Marcelo Jeneci participa como instrumentista da faixa-título, que abre o disco. Há também o duo instrumental eletrônico Strobo e o retorno do principal parceiro de Marina, seu irmão Antônio Cícero.

O último disco de inéditas da cantora tinha sido “Clímax” (2011), sem qualquer parceria com o imortal da ABL, com quem ela lançou hits como “Fullgás” e “Pra Começar”, regravada agora no formato de faixa-bônus.

Musa do rock oitentista, ela se arrisca em ritmos que vão do samba (“Climática”) ao tecnobrega (“É sexy, É Gostoso”), passando pelo funk – estilo a que pertence “Só os Coxinhas”, single debochado de Antônio em que a cantora ironiza manifestantes pró-impeachment de 2016.

Marina nunca foi dona de uma voz particularmente potente, mas, com este álbum, ela se faz ouvir como nunca.

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