Franz Ferdinand volta mais eletrônico e despretensioso em novo álbum

Por Metro Jornal
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Protagonista da explosão do indie rock no início dos anos 2000, o grupo Franz Ferdinand pode até ter perdido sua relevância no cenário da música, mas isso definitivamente não parece um problema para Alex Kapranos e companhia.

O quinto álbum da banda escocesa, que acaba de ser lançado, prova isso ao exalar despretensão em suas dez faixas inéditas. Isso não significa, no entanto, que este seja um produto mal acabado – pelo contrário.

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“Always Ascending” sabe como depurar a aura das primeiras obras do Franz. Os refrões não são mais tão grudentos quanto os do início, e os contagiantes riffs de guitarra de outrora surgem abafados por bases eletrônicas, mas tudo isso acontece ao mesmo tempo em que a essência dançante do grupo e o charme da voz grave de Kapranos são mantidos.

Parte dessas mudanças tem origem em uma troca no coração da banda, que, em 2016, se despediu de um de seus fundadores, o guitarrista Nick McCarthy, dando lugar a Dino Bardot (guitarra) e Julian Corrie (teclados/guitarra).

Outra parte se deve à escolha de Philippe Zdar como produtor. Colaborador frequente dos franceses do Phoenix, ele foi o responsável por encontrar os lugares certos onde injetar os sintetizadores nas novas faixas.

O trabalho dele foi o de fazer com que a riqueza sonora do álbum não se perdesse quando fosse ao palco apenas com o quinteto em cena, fortalecendo o papel dos músicos frente às composições.

Entre os destaques, estão o single “Always Ascending”, que sabe lidar com o crescendo musical à qual se refere seu título; além de “Lazy Boy” e “Feel the Love Go”, formatadas com qualidade para as pistas. Também é divertido ouvir Kapranos brincando com a voz em “Huck and Jim”, na qual emula um desajeitado sotaque americano.

Mesmo sem clamar para si um lugar em um panteão musical agora dominado pelo hip hop, o Franz Ferdinand prova estar bem vivo com “Always Ascending”.

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