Guillermo del Toro revela as dores de cabeça de filmar 'A Forma da Água'

Por Metro Internacional

Após uma longa carreira no cinema, que começou em 1997 com o filme de terror "Mimic" – uma experiência que ele descreveu como terrível devido ao excessivo controle artístico dos irmãos Weinstein, Guillermo del Toro decidiu falar um pouco sobre a produção de “A Forma da Água” (The Shape of Water).

Com 13 indicações ao Oscar – apenas uma atrás dos recordes definidos por “Eva naked”, “Titanic” e “La La Land”- o longa deu algumas dores de cabeça para del Toro que afirmou: "Foi uma rodagem horrível em nível logístico.”

Em entrevista ao Den of Geek, o diretor confessou que apesar de tudo ser maravilhoso artisticamente (os atores, as câmeras, os sets), eles estavam atrasados todos os dias, ficando sem tempo e sem dinheiro.

Ele também contou que junto aos colaboradores tiveram que “espremer” ao máximo o escasso orçamento:

“Se no set de uma sequência se não necessitávamos mais de duas paredes, montávamos somente duas. Nos limitamos ao imprescindível.  Tentamos tirar o máximo proveito em todos os momentos, até o ponto de ter apenas um Cadillac. O normal é contar com dois veículos e, se as estrelas danificam um, você ainda tem outro; mas não tivemos essa possibilidade. Percebemos que se queriamos gravar uma colisão com o Cadillac, tínhamos que rodar em ordem porque não tínhamos dinheiro para reparar o carro".

O resultado final de todos os seus esforços tem sido uma história de amor nada comum, que fez sucesso nos Globos de Ouro de 2018 e promete surpreender também no Oscar.

"Trata-se de celebrar as imperfeições, celebrar a diversidade e o fato de que podemos nos apaixonar pela outra pessoa. (…) É um filme muito humanista. Celebra a vida, algo que eu geralmente não faço nas minhas histórias", reconhece del Toro.

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