Tenho pânico [da velhice], revela Roberto Carlos à bordo de navio cheio de fãs

Por Metro Rio

Os gritos histéricos que ecoavam pelo teatro do transatlântico Costa Favolosa, na última quinta-feira (1º), lembravam os da plateia de um ídolo adolescente. Mas a figura que despertava todo aquele frisson era um senhor de 76 anos e charme inabalável: Roberto Carlos.

Se bem que, neste caso, “senhor” pode ser interpretado como um  insulto: “Não tenho medo da velhice: eu tenho pânico e horror”, brincou o cantor, rodeado por 1,3 mil fãs e jornalistas na 14a edição do projeto Emoções em Alto Mar, que encerrou sua jornada, no domingo (4), em Santos, no litoral de São Paulo.

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No navio ancorado no Rio de Janeiro, o Rei anunciou que está prestes a terminar o novo álbum em espanhol – ou, como ele mesmo diz, “abandonar”:   “Eu termino um disco, mas gostaria de continuar trabalhando nele por mais um ano. Até quando está pronto, eu digo que não está e volto para analisar mais um pouco – só aí eu abandono”, disse o artista, que revelou ainda ter planos de lançar um álbum de inéditas em português.   

Além dos projetos musicais, Roberto Carlos também se prepara para ver sua vida nas telonas, em um filme que deve chegar aos cinemas no ano que vem. Com roteiro de Nelson Motta e Patrícia Andrade e direção do cineasta Breno Silveira, responsável por “2 Filhos de Francisco” (2005), o longa está em fase avançada, mas o elenco ainda não foi selecionado: “Quero alguém que melhore a minha aparência. Pensei no Brad Pitt, mas ele tem olhos azuis”, brincou Roberto.

Política e nudes
Bem-humorado, o cantor não se furtou a falar nem dos temas mais polêmicos. Sobre política, disse que, embora não seja mais obrigado, nunca deixou de votar e elogiou o trabalho do juiz Sérgio Moro, que lidera a Operação Lava Jato em Curitiba. “Ele merece todo o nosso apoio e carinho. Vamos contribuir para que tudo que ele está fazendo tenha o sucesso que a gente espera”, instou, sob aplausos.

O Rei contou ainda que é antenado no cenário musical: “Ouço todo mundo”. E não descartou a possibilidade de convidar a cantora Pabllo Vittar para o tradicional especial televisivo de fim de ano. “Por que não? Não tenho preconceito nenhum”, afirmou.

Mas o momento em que ele provocou mais gargalhadas – e suspiros esperançosos – foi com uma revelação apimentada: “Continuo recebendo nudes e continuo guardando todas.”  

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