Cantora portuguesa Raquel Tavares injeta fado na obra do 'Rei' Roberto Carlos

Por Metro Jornal

Roberto Carlos não é “Rei” apenas no Brasil. Segundo a cantora Raquel Tavares, a majestade dele se prolonga também até Portugal.

Por causa disso, o convite para ela cantar em um disco apenas com canções do autor de “Emoções” foi acatado com surpresa e emoção.

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“A primeira memória musical da minha vida, aos 3 anos, são de dois discos de vinil. Um era de Rui Veloso, um cantor muito importante em Portugal. O outro era de Roberto Carlos”, lembra a fadista de 33 anos.

Capitaneado pelo produtor brasileiro Max Pierre, “Roberto Carlos por Raquel Tavares” foi concebido entre viagens pelo Atlântico. A sintonia dos dois foi tanta que, das 14 faixas presentes no disco, 12 constavam na lista pessoal tanto dele quanto dela.

São canções como “Sua Estupidez” e “Fera Ferida”, que ganham um toque fadista com o sotaque pronunciado de Raquel e a guitarra portuguesa de Bernardo Couto.

“Os arranjos foram criados respeitando os originais de Roberto e Erasmo Carlos. A guitarra entrou depois de Max me escutar cantando, porque este não é um disco de fado, mas ele está na minha alma, está implícito. Foi um casamento muito feliz entre a musicalidade do Brasil e a de Portugal”, diz a cantora.

Duas canções deixaram Raquel especialmente emocionada. “Nunca imaginei ouvir ‘Detalhes’ cantada por mais ninguém, muito menos eu. Essa música é tão presente que o difícil foi conseguir cantar em português de Portugal!”, lembra. A outra é “Cavalgada”, considerada por um ela praticamente um fado.

Duas faixas contam com participações brasileiríssimas: Ana Carolina a acompanha em “De Tanto Amor”, e Caetano Veloso põe a voz em “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”.

O resultado não poderia ter deixado Raquel mais feliz. “Tem momentos que roubei coisas do Roberto, porque é bonita a forma dele cantar, sempre tão generoso com as palavras. Adoro como ele transita: ele não é só do povo, nem só da elite. Todo mundo gosta dele. Ele canta a verdade das pessoas comuns, os amores, a realidade.” 

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