Após 200 anos, Frankenstein ainda 'assusta' a ciência

Por Ansa

O romance "Frankenstein", ou como é conhecido no inglês "Moderno Prometeu", completa 200 anos em 2018 e, apesar de ainda ser referência em contos de terror, ressalta o debate sobre os limites da ciência no século 21.

O livro, publicado pela primeira vez em 1818, relata a história de um estudante, Victor Frankenstein, que constrói um ser humano em seu laboratório sem utilizar espermas ou óvulos. Mas quando este ser acorda, Victor vê-se deparado com um monstro a sua frente.

Mesmo que as alusões à obra não sejam sempre positivas, a literatura científica é composta por termos como "alimentos Frankenstein", "células Frankenstein" e "leis de Frankenstein", além de especialistas convictos de poder repetir o experimento descrito na obra de Mary Shelley.

Uma década após o lançamento, em 1828, surgiu a primeira referência científica de "Frankenstein" em um artigo sobre a formação de embriões. A lembrança parte de um tweet publicado pela revista científica "The Lancet", em 26 de janeiro.

"Imitamos muitas ações da natureza, mas podemos esperar algum dia imitar esta também? E aqui, me abstenho de continuar, preocupado de que entre as cabeças de vocês esteja a ideia de que eu quero tornar real a extravagante obra e levar Frankenstein para a realidade", escreveu em um artigo o então obstetra James Blundell, primeiro médico a realizar uma transfusão sanguínea.

Já a revista "Science" recordou as inspirações do romance de Shelley para a invenção do marcapasso. Para Earl Bakken, criador do marcapasso eletrônico, a ideia surgiu do filme sobre o monstro, interpretado por Boris Karloff em 1931.

No entanto, sem mencionar as réplicas do livro, a ciência está a ponto de recriar um "monstro moderno".

Manuscritos de Mary Shelley Manuscritos de Mary Shelley / Matt Cardy/Getty Images
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