Liberdade de expressão é centro do filme The Post

Por Metro São Paulo

Diferentemente de produções populares em torno do universo jornalístico, como “Spotlight” (2015), “The Post – A Guerra Secreta”, que estreia amanhã, não tem como principal atrativo a intricada investigação de repórteres em busca de pautas.

Seu centro está na decisão a ser feita por Kay Graham, diretora do jornal “Washington Post” nos anos 1970: publicar ou não documentos sigilosos do governo americano que apontam falta de propósito na Guerra do Vietnam?

Se o fizer, ela pode acabar presa. Se não o fizer, ela trai um princípio básico do jornalismo sobre o qual a empresa de sua família se ergueu: a liberdade de expressão.

Em tempos nos quais o presidente americano Donald Trump bane repórteres da Casa Branca, a discussão pareceu tão pertinente ao diretor Steven Spielberg que ele passou o projeto na frente de seu potencial blockbuster “Jogador Nº1”.

Tom Hanks vive Ben Bradlee, o editor-chefe que pressiona Katharine pela publicação enquanto executivos fazem o contrário. O talento de Meryl se sobressai na pele de uma mulher em busca de sua voz em meio a um ambiente cheio de testosterona.

“The Post” pode ser visto como um prólogo a “Todos os Homens do Presidente” (1976), sobre a cobertura do mesmo jornal sobre o escândalo de Watergate, que derrubou Nixon do poder.

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