Livro joga luz sobre as obras variadas do artista ítalo-germânico Ernesto de Fiori

Por Metro São Paulo
Ernesto de Fiori - livro

O ítalo-germânico Ernesto de Fiori (1884-1945) costuma ser associado, principalmente, a sua fértil produção de esculturas, que incluem bustos de personalidades como Marlene Dietrich (1931) e Greta Garbo (1937).

Para o curador Ivo Mesquita, no entanto, vale a pena se debruçar sobre as pinturas do artista, que ganharam fôlego quando ele se exilou no Brasil, a partir de 1936, para fugir do ambiente de censura imposto pelo nazismo alemão.

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Até 1945, quando morreu, ele criou 400 obras no país, em sua maioria pinturas e desenhos. Cerca de 100 delas estão no livro “Ernesto De Fiori – O Exílio Brasileiro”, organizado pela Galeria de Arte Almeida e Dale, que montou uma exposição sobre o artista em 2016.

Bilíngue, o volume conta com textos críticos de Mesquita, que aponta a relevância desse período de De Fiori para a Geração 80, grupo que promoveu uma retomada da pintura no país após a explosão da arte conceitual da década anterior.

Para o pesquisador, as telas do estrangeiro se contrapõem às esculturas como um “exercício de liberdade da forma e da imaginação que deixa vazar a alma do artista”, revelando “suas outras paixões: arte, velejar, mulheres”, escreve ele.

O livro dispõe as obras a partir de três temas: Fabulações – que evoca cenas urbanas europeias e representações de São Jorge –, Paisagens – com reproduções de espaços como a represa de Guarapiranga e o mar do Rio – e Uma Artística Família, com criações produzidas a partir do grupo Família Artística Paulista.

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