Protagonista do filme The Square, Claes Bang exalta importância da liberdade de expressão

Por Amanda Queirós/Metro Jornal
Divulgação
Protagonista do filme The Square, Claes Bang exalta importância da liberdade de expressão

A vitória de “The Square – A Arte da Discórdia”, do sueco Ruben Östlund, no último Festival de Cannes, foi uma surpresa. O longa, que estreia nesta quinta-feira (4), é uma comédia sobre os altos e baixos de Christian (Claes Bang), o charmoso curador de um museu.

A visão idealizada sobre alguém da elite da arte vai sendo minada pouco a pouco ao mesmo tempo em que esse universo é criticado de forma bem-humorada.

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Falamos com o protagonista do longa, indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Confira.

Como você se sentiu ao tirar sarro de artistas sendo você mesmo um artista?
Eu não acho que a gente faz isso. Eu disse logo para Ruben que não queria cuspir no prato em que comemos. Este não é um filme sobre o mundo da arte, mas é ambientado nele. É sobre um sujeito que passa por uma crise e como ele lida com ela. Christian se situa neste universo porque ele se adequa com a história. Falamos sobre as fraquezas de um homem e como a gente perde a fé quando tenta fazer o que é certo em vez de escutar o coração.

Como foi brincar com esse sujeito em desconstrução?
Pude visitar esse personagem em situações distintas. Ele se vê diante de um paradoxo e se apresenta como uma pessoa com muitas camadas. Todos nós temos ideais elevados de como deveríamos viver nossas vidas e fazer as coisas, mas sempre terminamos enfrentando a realidade de que não vivemos à altura deles. Todo mundo pode se identificar com Christian. Se isso não ocorresse, você não conseguiria ver o filme por 2h30.

O filme não parece com o estereótipo dos que costumam ganhar em Cannes…
Todo mundo disse isso – que o filme era incrível, mas que não iria ganhar. Diziam que ele era engraçado demais. Isso fez com que nossa vitória fosse uma grande surpresa.

Em uma cena, um ator interpreta um macaco de forma tão brilhante que nos faz pensar nos limites da arte. Para você, quais são eles?
Acho que não deve haver qualquer limite. A motivação da arte é varrer esses limites e ir em frente. A arte precisa ter permissão para ir onde quiser. Claro que você não pode matar, mas lamento saber que exposições são fechadas por qualquer motivo, como ocorreu aí. A liberdade de expressão é importante.

Veja o trailer do filme:

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