Exathlon Brasil: Ainda não digeri essa vitória, conta Marcel

Por Band.com.br
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Exathlon Brasil: Ainda não digeri essa vitória, conta Marcel

Campeão da primeira temporada do "Exathlon Brasil", o patinador Marcel Stürmer não conseguia conter o sorriso. Ele, que desacreditou de si mesmo no início do reality show mais difícil da televisão, parecia não acreditar que estava segurando o troféu do programa e levando para casa R$ 350 mil.

"Foi muito importante para mim participar dessa final. Depois de um mês e meio aqui, algumas pessoas que participavam do programa – principalmente dos Heróis – diziam para mim que eu tinha que mudar meu comportamento, porque eu poderia mais do que eu estava imaginando", disse.

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"Eu não entrei aqui com essa cabeça. Achei que ia ficar no máximo 45 dias. Tudo que eu preparei no Brasil, para as pessoas cuidarem da minha vida, foi por um mês e pouco. Então, chegar à final foi surreal para mim. Como está sendo esse momento até agora. Ainda não digeri essa vitória, o que acabou de acontecer", revelou.

Para vencer o surfista de ondas grandes, Pedro Scooby, Marcel teve uma estratégia definida. "Eu engrenei no modo automático e tentei transformar esse jogo no mais próximo do que eu fazia quando eu competia, na patinação. Eu costumava olhar os circuitos e imaginava uma coreografia para passar deles. E decorar aquilo", explicou.

"Na prova do circuito aquático, por exemplo, eu tive uma dificuldade muito grande. Eu não sou da água. Sou gaúcho, nasci em Lajeado, moro em Porto Alegre, então quase nada de água me cerca. O Rio Grande do Sul, é claro, tem seu litoral, mas eu não moro no litoral. Então, eu tinha que pegar carro e viajar", disse.

'Já o meu esporte, as competições muitas vezes foram em lugares frios. Então, eu não tinha convivência. Tomei muita água para conseguir essa vaga na final. Mas eu entrei, principalmente nessa última fase, como eu sempre entrei nas minhas competições. É o que eu descobri para lidar melhor com a vitória, com a derrota, ou qualquer outra coisa que acontecesse na prova: eu dar o meu melhor", contou.

"Eu não desisti nunca. Teve um dos pontos aqui que eu fiz na final, eu não sei se o segundo ou o terceiro, que retrata isso. Eu estava muito, muito atrás. Eu derrubei todos os cubos. Juntei-os do chão e falei: 'Não acabou. Não desisti'. E eu não estava falando da prova, estava falando daquele ponto específico. E eu consegui fazer aquele ponto. Ali foi um recado muito claro de acreditar até o final. É por isso que eu estou aqui e consegui vencer", completou.

Segundo Marcel, o "Exathlon Brasil" foi uma grande surpresa como um todo. "Eu vim preparado para tudo: um circuito cansativo, um circuito curto, um circuito colorido. Eu estava tão focado na prova, tão concentrado na prova e em ouvir a explicação, porque diversas vezes eu perdi pontos por não entender alguma coisa ou por não olhar para um objeto e imaginar diferentes possibilidades. A final foi uma prova que consegui interpretar melhor e estar com uma atenção mais apurada", disse.

Questionado se já sabia o que faria com o prêmio de R$ 350 mil, o patinador disse que não. "O meu esporte não pagava premiações em dinheiro, então é uma coisa muito nova para mim. Tenho certeza de que vou fazer um ótimo proveito dele, mas não sei exatamente o que vou fazer", explicou.

"O que eu mais levo daqui são as amizades que construí. E se eu cheguei à final confiante, acreditando que poderia ganhar, eu devo imuito isso aos Heróis e aos Guerreiros. Principalmente às pessoas que conviveram amsi de perto comigo, que foram meus confidentes. Foram as pessoas com quem eu ri, com quem eu chorei, com quem eu perdi, com quem eu montei estratégia, com quem eu passei fome, com quem eu senti saudade, com quem eu abri conto. Tanta coisa que a gente viveu aqui dentro e hoje eu realmente senti um pedacinho de cada pessoa", revelou.

"Quando eu cheguei e vi os cubos, eu pensei: 'Nossa, que bom olhar para esses cubos e não me sentir em desvantagens. Porque eu ganhei e perdi muitas provas com esses cubos na finalização. Não era uma coisa linear ou 100% segura. Assim que vi os cubos, me lembrei de um treino que fiz com a Alline [Calandrini], porque ela mandava muito bem, principalmente quando ficavam dois ou um", relembrou.

"Ela tinha uma técnica que, ao invés de arremessar com força, ela lançava. Eu treinei muito isso com ela. Teve uma partida do Brasil contra o México que eu perdi um ponto importante por não conseguir derrubar o último cubo. A gente voltou para a praia, para o nosso acampamento, e os cubos estavam lá montados. A Alline me chamou para treinar. Ela enfileirava para mim cinco cubos individuais e eu arremessava. Ela me ensinou a técnica. Hoje, venci várias batalhas utilizando essa técnica. Se eu cheguei até aqui e consegui vencer, é porque aprendi muito com todo mundo aqui, tanto de sobrevivência, quanto sobre o jogo", afirmou.

Ao final, o campeão da primeira temporada do "Exathlon Brasil" contou como estava se sentindo ao levantar o troféu. "É surreal. Acho que vou absorver muito essa vitória ainda. Na patinação, tu treina um campeonato o ano inteiro e aí você chega lá, em três ou quatro dias, e tudo se resolve. Não em três meses. Deu tempo para muita coisa aqui. Deu para achar que eu estava bem, que eu ia sair logo, que todo mundo era melhor, que eu não ia aprender. Deu tempo para muita coisa. Mas, graças a Deus, deu tempo de aprender, de acreditar, de reorganizar essa história na minha cabeça e escrever um novo final", respondeu.

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