‘Também tenho espírito lutador’, diz Danai Gurira, de The Walking Dead

Por Wanise Martinez/Metro Jornal

Corajosa e dona de uma das espadas mais cobiçadas da TV, Michonne é uma das favoritas do público fã da trama sobre o apocalipse zumbi que está na oitava temporada. O último episódio da primeira parte foi exibido neste domingo e o restante será divulgado em fevereiro de 2018. Para quem já está ansioso, confira entrevista com a intérprete da personagem.

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Você se identifica com a Michonne?
Totalmente. Há muita força nela com a qual eu compartilho, esse esforço em lutar pelo que é certo, ajudar as pessoas. Acho que tenho um espírito lutador, ainda que não seja uma lutadora mesmo como ela.

Ela foi mudando ao longo das temporadas…
Sim! É uma coisa bonita que ela seja capaz de evoluir, de se tornar quem é hoje, de estar nessa jornada com o Rick (Andrew Lincoln).

E como foi ver isso deles se envolverem romanticamente?
Para mim estava muito clara essa conexão entre eles, essa química que foi se formando durante as temporadas, ainda não soubéssemos que isso fosse acontecer. Me lembro que quando disseram que eles ficariam juntos, eu assisti todas as cenas em que os dois estiveram lado a lado e quando fomos filmar, eu pude ver e sentir como aquilo foi construído. Estou muito feliz por ela.

Michonne também tem muito afeto pelo Carl (Chandler Riggs)…
Sim! Esse é um relacionamento muito especial e, para mim, Danai, acho que encontrei o coração da Michonne exatamente através dessa conexão dela com o Carl. As perdas dele, as dela, eles se uniram e se ajudaram. Me lembro que quando soube que Michonne ficaria com Rick, eu assisti todas as cenas em que eles estiveram lado a lado e, quando fomos filmar, eu pude ver e sentir como aquilo foi construído, e como Carl fazia parte daquele relacionamento. Não é apenas uma história de amor entre Rick e Michonne, mas entre Rick, Michonne e Carl. Eu amo essa relação deles e amo trabalhar com o Chandler. Ele é incrível.

Teve uma cena que fez sucesso no início dessa oitava temporada em que Rick apareceu mais velho junto com você, o Carl e a Judith, como uma família, mas parecia meio que um sonho. Acredita que isso pode mesmo acontecer?
Será que é realmente um sonho ou é o futuro? Nós veremos o que é. E está tudo conectado à beleza do fato de que há uma visão daquilo pelo qual estamos lutando aqui agora, e não apenas sobrevivendo por sobreviver.

Você está no TWD desde a terceira temporada. Em que essa série mudou sua carreira, sua vida?
Quando de repente você começa a ver sua cara tatuada na perna das pessoas, você sabe que mudou muito (risos). A verdade é que tem sido incrível. Conheci muita gente maravilhosa, ganhei um lar com eles, tenho aprendido tanto. Nós realmente nos tornamos uma família, não importando se você ainda está no programa ou se saiu, é algo muito especial. E, claro, você alcança muita gente com seu trabalho e isso é maravilhoso. Eu nunca tinha imaginado fazer parte disso tudo. Em muitos mega aspectos isso mudou a minha vida.

Então deve ser bem difícil se despedir quando algum dos personagens morre…
É muito, muito terrível. Você continua próximo, mas não divide mais o mesmo espaço todos os dias como colegas. Recentemente com a Sonequa [Martin-Green, a Sasha] e o Steven [Yeun, o Glenn] foi assim. É muito difícil não ver mais a pessoa ali porque você costumava ter acesso a ela rapidamente. E hoje eles também fazem outras coisas na carreira. A nossa conexão continua, mas existe uma morte mesmo, uma perda daquele cotidiano juntos.

Essa é a sua primeira Comic Con Experience, mas você já esteve em outras Comic Cons nos EUA. O que significa para você participar desses eventos?
É sempre empolgante e divertido. Temos esse contato com os fãs depois de tanto tempo isolados trabalhando. E eu sei que os fãs brasileiros são muito dedicados, sempre muito alegres (risos). É realmente bom finalmente vir aqui.

Você vai estar nos filmes “Pantera Negra” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Como foi ser convidada a fazer parte do famoso Universo Marvel?
Tem sido épico. Foi outra coisa que aconteceu e eu nunca imaginaria. Minha personagem Okoye também é uma guerreira, mas de um jeito diferente. Ela é muito devotada à nação dela e ao povo. Ela carrega muita responsabilidade nos ombros, é o braço direito do rei, e tem de garantir que o legado deles seja passado para frente. Ela tem também muitas opiniões. Vocês vão ver.

Que conselho Michonne daria para os brasileiros lidarem com esse monte de políticos zumbis?
(Risos). Vocês não podem fazer o que a Michonne faz com os zumbis, claro que não (risos). Mas acho que existe algo importante que nós como sociedade devemos fazer que é continuar tentando evoluir e buscar o melhor de nós mesmos. Insistir em fazer o bem exige muita coragem e muito trabalho. Chega uma hora em que é preciso descobrir quem você é de novo e seguir com a busca pelo melhor não só por nós, mas pelas gerações que virão. Os líderes que escolhemos agora afetam o futuro dos nossos filhos e netos. Nós precisamos recriar nós mesmos. Como estaremos daqui a alguns anos, isso depende das pessoas. É meio o que acontece na trama de TWD. Nós temos de fazer o melhor por nossas comunidades, nossas sociedades.

O que podemos esperar da segunda metade da oitava temporada que estreia no ano que vem?
Eu diria que devastação. Vai acontecer muita coisa na história, bastante mudança. Vai ser como normalmente é: vai te esmagar (risos). Aproveitem.

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