Psiquiatra que usou artes em tratamentos ganha exposição em São Paulo

Por Metro Jornal São Paulo
Nise da Silveira tem trajetória relembrada no Itaú Cultural - Divulgação
Psiquiatra que usou artes em tratamentos ganha exposição em São Paulo

Responsável por revolucionar a comunicação entre seus pacientes a partir do uso das artes visuais como forma de explorar o inconsciente, a psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999) é tema da Ocupação que o Itaú Cultural (av. Paulista, 149, Paraíso, tel.: 2168-1777; de ter. a sex., das 9h às 20h; sáb. e dom., das 11h às 20h; grátis) abre amanhã, às 11h.

Aluna de Carl Jung, a médica tem sua vida e seu trabalho trazidos à luz a partir de fotos pessoais, entrevistas, correspondências, textos manuscritos, estudos e depoimentos de familiares, amigos, colegas de trabalho, além de documentários – um deles começado por Leon Hirszman e terminado por Eduardo Escorel.

Esse material divide as atenções com pinturas originais de seus pacientes, a quem ela chamava de “clientes históricos”.

Eles fazem parte do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente (MII), criado por Nise no Rio, que divide a curadoria da mostra com a equipe do Itaú Cultural.

“Ninguém está pretendendo desmerecer a palavra, mas há muitas outras maneiras de comunicação. Nós nos preocupamos em fazer a leitura das imagens desenhadas ou pintadas pelos doentes e verificamos que elas, muitas vezes, são mais fortes, mais intensas, mais carregadas de emoção que a linguagem racional”, explica a médica em uma das entrevistas presentes na mostra, costurada a partir de conceitos caros ao trabalho de Nise, como o caráter de cura do afeto, o uso de animais em terapias e a aprendizagem por meio do contato com materiais artísticos.  

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