Bruna Surfistinha não é feminista, diz Maria Bopp

Por Metro Internacional
Protagonista de ‘Me Chama de Bruna’ conta como é interpretar a popular prostituta brasileira - Divulgação
Bruna Surfistinha não é feminista, diz Maria Bopp

Ao entrar na prostituição por vontade própria e contar seus causos em um blog, Raquel Pacheco – ou Bruna Surfistinha – se transformou em um fenômeno pop brasileiro do início do século 21. Depois de virar livro e filme, a história dela agora faz sucesso na forma da série “Me Chama de Bruna”, que está em sua segunda temporada, com exibição aos domingos, às 22h45, no canal pago Fox Premium. Intérprete da protagonista, Maria Bopp falou ao Metro Jornal sobre a personagem.

Qual foi o impacto da primeira temporada da série?

Tive uma repercussão muito positiva e bem surpreendente. Mostramos um lado ainda desconhecido da história de Bruna, algo que ainda não tinha sido apresentado.

Quais são os desafios de Bruna em termos de identidade e dos negócios?

Nesta segunda temporada, o conflito está entre o que Bruna quer ser, com todo o glamour e a fama que ela busca, e voltar a ser a pessoa de antes, retornando para casa, com seus pais e retomando uma vida familiar. Aí surge sua maior dualidade.

A série fomenta algum debate sobre prostituição por opção da mulher?

A história de Bruna é uma exceção à regra. A maioria da mulheres toma essa decisão sem estar completamente ciente do que ela significa. Vivemos um mundo muito machista, onde já é muito difícil controlar o corpo e tomar decisões por conta própria, como faz Bruna.

A série mostra os aspectos negativos desse mundo?

Vemos Bruna se envolvendo com drogas, e isso abre um abismo psicológico nela. Também vemos a violência que ela e outros personagens sofrem. Considero importante que falemos disso, pois é um reflexo da realidade do mundo da prostituição.


Bruna é feminista?

Acho que não. Já eu me considero, sim, feminista.

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