Tom Cruise volta a interpretar aviador em ‘Feito na América’

Por Metro Jornal São Paulo
Galã entra na pele de Barry Seal, personagem real que atuou como piloto para Pablo Escobar nos anos 1980 - Divulgação
Tom Cruise volta a interpretar aviador em ‘Feito na América’

Parece que a crise de meia idade chegou, enfim, para Tom Cruise. Aos 55 anos, o astro volta a ocupar a cabine de aviões em “Feito na América”, de Doug Liman.

Foi como o piloto Maverick, de “Top Gun” (1986), que o ator se transformou em galã internacional, e é na pele de outro aviador oitentista que ele ressurge, a partir de hoje, nos cinemas.

Inspirado livremente em fatos reais, o longa põe Cruise no papel de Barry Seal, piloto comercial que, entediado com sua rotina, contrabandeia charutos cubanos para os Estados Unidos nos anos 1970.

O crime é quase insignificante, mas funciona como moeda de troca para o agente da CIA Monty Shafer (Domhnall Gleeson) cobrar favores. Seal passa então a sobrevoar os levantes comunistas então vigentes na América Latina e registrar com fotos tudo o que por lá acontecia.

As atividades chamam a atenção do Cartel de Medellín, que impõe um novo acordo ao piloto: traficar drogas para o interior dos EUA por uma quantidade de dólares que Seal não consegue nem ao menos contar.

A vida de agente duplo ganha mais um complicador quando Schafer coloca Seal no seio do conflito Irã-Contras, obrigando-o a traficar armas para os rebeldes anticomunistas da Nicarágua – que, por sua vez, as trocam por drogas com os colombianos.

“Feito na América” se constrói como um misto de thriller de crime com comédia de ação, no melhor estilo “Prenda-me se For Capaz” (2002), mas com uma pegada ainda mais divertida.

O longa marca o reencontro de Cruise com Liman desde “No Limite do Amanhã” (2014), que arrecadou US$ 370 milhões.

O que foi o Irã-Contras?
Denunciado em 1986, o caso estremeceu a política intervencionista do presidente americano Ronald Reagan.

Na ocasião, foi revelado que agentes da CIA traficaram armas para o Irã, então sob embargo internacional, em troca do resgate de reféns americanos pelo grupo Hezbollah e do financiamento de milícias que se opunham ao governo sandinista, na Nicarágua.

Veja o trailler:

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