Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello encabeçam versão brasileira teatral de ‘Cantando na Chuva’

Por Amanda Queirós, do Metro Jornal São Paulo
Elenco de 30 atores veste 360 figurinos, inclusive com cobertura impermeável, criados por Fabio Namatame - Divulgação
Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello encabeçam versão brasileira teatral de ‘Cantando na Chuva’

Com “Cantando na Chuva”, Jarbas Homem de Mello conseguiu realizar o sonho de entrar na pele de seu ídolo, Gene Kelly (1912-1996).

Ele é o protagonista da versão brasileira do musical que transpõe para os palcos o clássico do cinema de 1952 e que lhe deu a chance de recriar a antológica cena em que seu personagem canta e sapateia debaixo de uma tempestade.

“Quando vem uma oportunidade dessas, primeiro bate uma grande alegria, depois um desespero e depois a gente rala para chegar perto do que a outra pessoa fez. São sonhos que vão sendo realizados”, afirma o artista.

Ele vive Don, astro do cinema mudo dos anos 1920 que vê o próprio sucesso ameaçado com a ascensão do cinema falado. Para atender as expectativas da época com um filme musical, ele se une a Kathy (Bruna Guerin) e Cosmo (Reiner Tenente), que o ajudam na tarefa de contornar a falta de talento vocal da musa Lina Lamont (Claudia Raia).   

A dança assume papel essencial na produção, surgindo na forma de jazz, coreografado por Kátia Barros, e sapateado, com criação de Chris Matallo – algo especialmente desafiador por causa do sistema armado no palco para possibilitar as cenas com chuva.

“A gente dança em cima de um estrado que capta e reaproveita a água. Chegar ao som perfeito do sapateado é dificílimo”, diz Mello.

Outro desafio, segundo Claudia, coube a Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler, responsáveis por verter as músicas para o português. “Eles trouxeram o texto para o nosso humor. É difícil ter um clássico nas mãos, mas tentamos fazer algo que faça as pessoas saírem melhores do teatro. Estamos precisando disso neste momento”, diz.

Serviço:

No Teatro Santander (av. Juscelino Kubitscheck, 2.041, Itaim Bibi). Estreia no sábado (12). Qui. e sex., às 21h; sáb., às 17h e 21h; dom., às 16h e 20h. De
R$ 50 a R$ 260.

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