Valerian, de Luc Besson, encanta pelos efeitos visuais, mas romance deixa a desejar

Por Wanise Martinez
Dane DeHaan e Cara Delevingne estrelam a trama/Divulgação
Valerian, de Luc Besson, encanta pelos efeitos visuais, mas romance deixa a desejar

O colorido ao estilo “Avatar” é de encher os olhos, assim como as inúmeras naves espaciais trazem o ar nostálgico de “Star Wars” ou “Blade Runner”. A diferença de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” – novo filme de Luc Besson que estreia nesta quinta-feira (10) – é que seus efeitos especiais são imensamente melhores. Dá gosto de ver. O que não oferece o mesmo sabor é o amor vivido entre os personagens principais.

Baseado na HQ homônima de 1967, o longa é ambientada no século 28 e retrata o major Valerian (Dane DeHaan) e sua parceira Laureline (Cara Delevingne), agentes espaciais encarregados de manter a ordem dentro e fora de Alpha, uma cidade em que humanos e alienígenas compartilham conhecimento e cultura. Em meio a várias missões, Valerian tenta conquistar o coração de Laureline, que não cede pois conhece seu passado de galanteador.

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“O filme é muito sobre esse casal e o amor que surge, mas nesse caso no  espaço”, diz Besson, que teve a bênção do autor dos quadrinhos, o francês Pierre Christin.

“Valerian não seria ninguém sem Laureline. Eles são um time e mostram o que é o amor verdadeiro”, concorda DeHaan. O porém é que nem ele nem Delevingne convencem em seus papéis. No bom “internetês” de hoje, são aquele casal “difícil de shippar”. Ou seja: eles não têm química e, quando flertam, são um pouco entediantes.

Apesar disso, conseguem levar a trama adiante nas muitas cenas de ação, fazendo o público se empolgar com os perigos que enfrentam, as várias lutas com aliens e as viagens incríveis em naves.

Mais fácil se empolgar com a graciosidade e benevolência dos Pearls, os belíssimos habitantes computadorizados do planeta Mül, que conseguem até mesmo dar um pouco mais de harmonia aos acontecimentos abarcados – e algumas vezes não muito bem comunicados – pelo roteiro de Besson.

A cantora Rihanna faz uma participação como a alienígena Bubble. Não é seu melhor papel no cinema, mas ela também não decepciona – afinal, sua personagem dança.

Produção mais cara da história do cinema francês, que custou quase € 198 milhões ao longo de sete anos de produção, “Valerian” vale ser visto no cinema – principalmente 3D ou 4D – por conta dos efeitos especiais. Mas tem de ir com a cabeça aberta. Vá para admirar os Pearls. Eles sim são apaixonantes.

ENTREVISTA – LUC BESSON

Luc Besson

Acha que faltam histórias de amor hoje no cinema?
Sim, acho realmente que faltam histórias de amor. É que elas assustam as pessoas, sabe? Por isso muita gente prefere os filmes de heróis em que as pessoas se amam, mas não podem se tocar, não podem ficar juntas. E isso não é reflexo da nossa vida. Todos nós estamos aqui agora por causa do amor.

Você já disse em outras entrevistas não ser muito fã dessas tramas com heróis que têm lotado as salas de cinema nos últimos anos. Qual é a diferença dos heróis de “Valerian” para outros personagens famosos e adorados?
Os meus heróis são como nós, apesar de viverem suas aventuras no espaço. Esse é o tipo de herói que gosto porque é algo com que qualquer pessoa pode se identificar.

Quais pessoas da Terra você acha que deveriam viver em Alpha para fazer a diferença por lá?
Mandela, Charles Chaplin e Gisele Bündchen, é claro (risos). 

 

Veja o trailer de ‘Valerian’:

 

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