Jake Bugg volta ao país para divulgar segundo álbum, ‘Shangri La’

Por fabiosaraiva
Artista revela ter dificuldade em agradar sempre | Stuart C. Wilson/Getty Images Artista revela ter dificuldade em agradar sempre | Stuart C. Wilson/Getty Images

Aos 20 anos, o cantor e compositor britânico Jake Bugg pode não ser o artista mais rock and roll da face da Terra, mas sabe como é preciso se portar no showbusiness.

Ele, que viu o álbum de estreia batizado com seu nome alcançar o topo das paradas aos 18 anos, está ciente das agruras da fama. Parte de sua cautela tem a ver com o fato de ter crescido em um conjunto habitacional depredado e dominado pelo crime – a fonte para muito do material de seu primeiro disco.

Depois de participar do Lollapalooza Brasil neste ano, o nativo de Nottingham volta ao país para apresentar seu segundo álbum, “Shangri La”, em shows nesta quinta, em São Paulo, no Citibank Hall, e nesta sexta no Rio de Janeiro.

Apesar da aparência de menino, Jake Bugg tem uma alma velha e descreve a obsessão pelo selfie da chamada geração milênio como “loucura”. “As pessoas realmente são levadas pela ideia de fama nesta época de agora”, diz ele, quase estupefato com a fascinação do público com celebridades.

“Gosto de manter a mim mesmo somente para mim, mas se fama e publicidade é algo que vem junto e ajuda a manter minha carreira e o que quero fazer, estou disposto a embarcar nela”, diz.

“Shangri La” - Jake Bugg (Universal, R$ 30)  “Shangri La” – Jake Bugg (Universal, R$ 30)

A relutância dele em praticar esse jogo, no entanto, é óbvia, e Bugg admite que, se as coisas fossem do jeito dele,  “deletaria o Twitter”.

Falsa energia também não está na bagagem do artista. No palco, o homem que escreveu os estimulantes versos sessentistas de “Lightning Bolt” evita o exibicionismo e o troca pela artesania, um privilégio reservado apenas para os talentos mais prodigiosos.

Conhecido por seus vocais cheios de gorjeios à la Bob Dylan, Bugg acha difícil agradar ao brilho e à positividade da autopromoção típicos dos Estados Unidos. “Não posso ser tão honesto [durante as entrevistas]”, diz ele, antes de se corrigir rapidamente: “Ainda sou honesto, mas tudo tem que ser incrível nos Estados Unidos – eles são realmente muito otimistas”. Após a explicação, ele volta a olhar para os cadarços de seu tênis como um estudante nervoso.

Ainda assim, o ex-namorado da modelo Cara Delevingne se permite “pirar” um pouco. Seus gastos, no entanto, são profissionais. “Compro guitarras vintage, mas elas são um investimento.” E pode ter certeza: as guitarras são mais velhas do que ele.

 

The Moondogs

A noite no Citibank Hall começa com os brasileiros do The Moondogs. Escolhidos pelo próprio Bugg para o show de abertura, a banda paulistana, liderada por Johnny Franco – filho de Moacyr Franco –, apresenta as músicas de seu álbum de estreia, “Black & White Woman”.

 

Serviço: Citibank Hall (av. das Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro). Nesta quinta-feira, às 21h30. De R$ 150 a R$ 300.

 

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