Bailarino Thiago Soares se apresenta com a São Paulo Companhia de Dança

Por lyafichmann
Soares dança o Grand Pas de Deux do Cisne Negro | André Porto/Metro Soares dança o Grand Pas de Deux do Cisne Negro | André Porto/Metro

“Eu vi alguns desses bailarinos ainda crianças!”, revela o carioca Thiago Soares após ensaiar o Grand Pas de Deux do Cisne Negro na sede da São Paulo Companhia de Dança.

O astro do Royal Ballet de Londres é um dos convidados da gala que encerra a temporada anual do grupo, desta quinta-feira a domingo, no Teatro Sérgio Cardoso. No palco, ele divide a cena com Luiza Lopes, justamente uma das “crianças” que ele viu crescer anos atrás, em festivais pelo  país.

Pode-se dizer que, aos 32 anos, Soares está no auge: ainda tem o vigor físico que a carreira exige, mas também a maturidade de quem já interpretou papéis repetidas vezes. “Eu me considero um jovem maduro”, ri ele. “O que era relevante para mim dez anos atrás já não é tanto hoje. Estou buscando mais formas emocionais de movimento.”

Essa procura passa por estar no palco o máximo possível, em uma agenda digna de rockstar: após a temporada paulista, Soares volta para ensaios em Londres e em seguida parte para temporadas no Japão e no Canadá.

“Essa é uma carreira muito curta, né? É muito importante para um bailarino poder colaborar, ver outras gerações e companhias. Isso me dá uma injeção de ânimo”, diz ele, justificando a aceitação do convite da SPCD.

A obsessão com o tempo é algo que persegue os bailarinos – ou melhor, o medo de não ter tempo de se satisfazer. “Essa profissão é quase como um fruto proibido. Quando fica boa, já é hora de começar a pensar em parar”, afirma.

“Mas também é uma profissão muito gostosa, em que você pode viver outras vidas. A dança mudou tudo para mim. Conheci minha esposa através da dela [a também primeira-bailarina do Royal, Marianela Nuñez], pude ajudar minha família através dela. O dia em que tiver que pensar em parar vai ser bem triste.”

Enquanto esse momento não vem, vale vê-lo em um tipo de programa que ele considera o “best of” da dança, com obras curtas e virtuosas, em especial do repertório clássico. “São temas diferentes em que tanto os bailarinos quanto o público se exercitam com a variedade das obras apresentadas”, conclui.

Serviço: No Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, tel.: 3288-0136). Quinta e sáb., às 21h; sexta, às 21h30; dom., às 18h. R$25.

[metrogallerymaker id=”477″]

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo