Deborah Secco vive portadora de HIV no longa ‘Boa Sorte’

Por lyafichmann
Atrz garante que o papel mudou sua vida | Divulgação Atrz garante que o papel mudou sua vida | Divulgação

Com Deborah Secco 11 kg mais magra no papel principal, “Boa Sorte”, primeira ficção de Carolina Jabor, estreia nos cinemas nesta quinta. No longa, inspirado no conto “Frontal com Fanta”, de Jorge Furtado, a atriz é Judite, portadora de HIV e viciada em drogas que vive um romance insólito com João (João Pedro Zappa), jovem com transtornos que se encontra em uma clinica psiquiátrica. Em entrevista ao Metro Jornal, Deborah Secco afirma que o antagonismo da personagem foi o maior desafio. (Confira trailer no fim do texto)

Para você, onde o filme toca mais forte?
A morte foi um tema impactante. Mudei a minha vida depois dessa personagem. Procuro hoje ser uma pessoa mais de verdade, custe o preço que custar. Afinal, é só essa vida que eu tenho como certa e segura. Mudou em mim a percepção de que a felicidade está  no simples. Não deixo mais nada para amanhã.

Essa é a mensagem do filme?
Apesar de a morte ser um tema forte, o que prevalece no filme é o amor dos personagens. É por isso e para isso que a gente vive, para ser feliz por alguém e para fazer alguém feliz.

O drama do casal faz uma crítica à sociedade?
Sim, é uma crítica a essa sociedade que é tão ocupada, em que os pais não olham os filhos e são mais preocupados em ganhar dinheiro e outras coisas. Judite e João conhecem o amor um com outro, não eram amados por ninguém. Por isso a vida deles muda. Ele é viciado em remédio para dormir, misturado com refrigerante. Ele acha que tomando isso fica invisível, porque a mãe nem nota a presença dele, passa e não fala com ele.

Foi difícil fazer a Judite?
Sim, foi. Judite é uma mulher de 33 anos, com HIV em estágio avançado, com pouco tempo de vida, fadada à morte, porque se passa em uma época em que não havia tratamento. Eles se apaixonam perdidamente, e ele tem a primeira noite de amor com ela.

E o preparo para o papel?
Foi o filme mais intenso que já fiz. Perdi 11 kg para fazer a personagem. Fui ao fundo do poço, respeitando minha saúde, claro. Não tenho medo de ficar feia por uma história que precisa ser contada, como essa de vidas perdidas.

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