Bicentenário de morte do mestre entalhador Aleijadinho é comemorado hoje

Por fabiosaraiva
Nossa Senhora da Piedade, em madeira dourada (1774) | Mácrio  Carvalho/Reprodução livro Nossa Senhora da Piedade, em madeira dourada (1774) | Márcio Carvalho/Reprodução livro

São vários os mistérios que cercam a vida e a obra de um dos mais importantes artistas do período colonial. Antônio Francisco Lisboa, o mestre Aleijadinho (1737-1814), deu novas formas ao Barroco, criando trabalhos em pedra-sabão que ficaram famosos pelo mundo. Toda essa história é resgatada nesta terça-feira, no dia do bicentenário de sua morte.

“Ele é considerado o patrono das artes plásticas no país. Sintetiza a cultura barroca, com marcas da mentalidade de seu tempo”, define a pesquisadora Cristina Ávila, diretora da revista “Barroco”.

Aleijadinho nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto (MG). Desde criança, seguiu os ensinamentos de seu pai na carpintaria. Ainda jovem, se especializou na marcenaria e entalhe. Pelo seu rigor artístico, foi muito requisitado pelas irmandades religiosas e desenhou igrejas, púlpitos,  altares e imagens sacras. As figuras foram se tornando mais dramáticas à medida em que sua doença avançava. Por volta dos 40 anos, quando foi acometido por uma enfermidade que lhe causou deformações na face e fez com que perdesse os dedos das mãos e dos pés – e por isso recebeu a alcunha de Aleijadinho.

Surgem dúvidas sobre sua real existência e diagnósticos imprecisos sobre sua doença. “Até hoje, há pessoas que negam sua existência. Mas diante da documentação já encontrada, é possível dizer que, sim, ele existiu, trabalhou muito e influenciou artistas”, diz Cristina.

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