Inspirada em livro de Nelson Motta, cinebiografia de Tim Maia estreia

Por Carolina Santos
Filme estreia nessa quinta-feira | Divulgação Filme estreia nessa quinta-feira | Divulgação

A história e a personalidade de Tim Maia (1942-1998) são tão marcantes que é impossível não pensar porque se levou tanto tempo para alguém produzir um filme sobre esse personagem único da cultura brasileira. Coube a Mauro Lima (“Meu Nome não É Johnny”) chamar a responsabilidade e bancar o roteiro e direção de “Tim Maia”, cinebiografia do cantor carioca que estreia nesta quinta-feira nos cinemas.

O longa é inspirado no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, biografia lançada em 2006 pelo jornalista e amigo Nelson Motta.

A história é narrada em terceira pessoa por Fábio, pseudônimo de Juan Senon Rolón, cantor paraguaio radicado no Brasil que fez algum sucesso na década de 1970 e é interpretado por Cauã Reymond. O personagem representa não apenas o músico, mas uma série de amigos que passaram pela vida de Tim, da infância à sua morte, e conta em detalhes a trajetória no mínimo agitada do cantor nascido no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Lima conta que decidiu fazer do filme uma “ficção romanceada”. “Eu me importei com o arco dramático e não propriamente em fazer um registro documental da vida do personagem”, explica. “Pensei no que o grande público acharia curioso de saber sobre ele”.

O filme foi rodado no Rio, São Paulo e Nova York, onde foram gravadas cenas que marcam os cinco anos em que Tim viveu nos Estados Unidos, quando foi preso algumas vezes até ser deportado para o Brasil por porte de drogas e roubo de carro.

O retorno foi marcante na vida do cantor. Sem rumo no Rio, decidiu ir atrás de um amigo famoso em São Paulo. Roberto Carlos (George Sauma) já era um símbolo da música nacional quando deu uma força ao parceiro tijucano e ex-companheiro da banda The Sputniks ao gravar uma das músicas dele, “Não Vou Ficar”. Foi o impulso que Tim precisava para se tornar um verdadeiro ídolo.

É nesse momento que entra em cena Babu Santana. Tendo no currículo papéis em filmes como “Cidade de Deus” e “Mundo Cão”, o ator que se iniciou na carreira teatral pela ONG carioca Nós do Morro, no Vidigal, se destaca ao interpretar Tim Maia em seu auge.

Cantar não é exatamente uma novidade para Santana, mas ele nunca o tinha feito “com tanta intensidade quanto a de Tim”. O ator engordou 25kg para viver todas as fases do astro e ainda empresta sua própria voz para sucessos de Tim, como “Ela Partiu”, “Sossego”, “Azul da Cor do Mar”, “Não Quero Dinheiro” e “Você”. Com um trabalho impecável de figurino e maquiagem, além de seu talento, Babu carrega uma espantosa semelhança com Tim Maia, seja em sua fase na década de 1970 ou nos últimos suspiros na carreira do autor de “Primavera”.

As mulheres de Tim

Alinne Moraes interpreta Janaína, personagem fictícia que representa os amores na vida do cantor, como Geisa, mãe de Carmelo Maia. “Não pesquisei nada sobre ela ou outra mulher. Eu quis focar no personagem que o Mauro escreveu, que é a síntese de todas”, explica a atriz. Adriana Pereira da Silva, viúva de Tim Maia, aparece em poucas cenas com o nome de Patrícia.

Lançado pela Globo Filmes, “Tim Maia” pode ganhar também o caminho da televisão. “Não descartamos essa ideia. Temos material de sobra para isso”, diz o diretor.

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