Pai e filho vivem acerto de contas no drama ‘O Juiz’

Por fabiosaraiva

Quando a mãe de Hank (Robert Downey Jr.) morre, ele sabe que é hora de voltar para casa. Mas a provinciana Carlinville, em Illinois, guarda lembranças amargas para o bem-sucedido advogado.

Não bastasse a perda, ele precisa lidar com a indiferença do pai, Joseph Palmer (Robert Duvall), um dos mais respeitados juízes da região, e os traumas que o marcaram na juventude, como um acidente de carro provocado por ele que interrompeu a promissora carreira de jogador de beisebol do irmão Glen (Vincent D’Onofrio).

Tal mergulho emocional se aprofunda quando a estada de Hank é prolongada por causa de um crime: no mesmo dia em que o carro do pai aparece amassado e com marcas de sangue, um homem condenado por ele por assassinato aparece misteriosamente morto.

Hank assume a defesa de Joseph em “O Juiz”, que estreia nesta quinta-feira. O reencontro com o pai – agora na figura de cliente – o faz reavivar dramas que pareciam enterrados para sempre.

O longa do desconhecido diretor David Dobkin se sustenta no talento monstruoso de sua dupla de protagonistas. Vera Farmiga, que vive uma antiga namorada de Hank, destaca a qualidade do elenco. “É de primeira classe. É isso o que você procura enquanto ator, estar rodeado de grandeza, porque isso levanta o jogo. O que torna Downey e Duvall grandes é o fato de eles serem contadores de história. Não se trata deles, tudo se trata de contar a melhor história possível”, diz.

A jornada pela defesa de Joseph é dolorosa para ambos, mas necessária. Afinal, é preciso limpar as feridas para que cicatrizem bem. Com uma trama de potencial, é uma pena que o melodrama se perca ao oscilar entre o trágico e o piegas.

Assista o trailer:

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