Marion Cotillard fala sobre atuação no novo filme dos irmãos Dardenne

Por Tercio Braga

Vencedora de um Oscar por sua interpretação de Édith Piaf, Marion Cotillard celebra 20 anos de carreira como protagonista de “Dois Dias, Uma Noite”, novo longa dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes deste ano. No filme, ela vive uma mulher que tem 48 horas para convencer os colegas de trabalho a recusarem um bônus de salário de forma a ela poder manter seu emprego. Com previsão de estreia para o dia 30, a produção integra a 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e será exibido nesta sexta-feira, às 18h30, no Reserva Cultural, e sábado, às 18h15, no Cinesesc. A atriz falou ao Metro Jornal.

O que você sentiu ao ler o roteiro deste longa? 

Senti muita felicidade: é um filme maravilhoso sobre sobrevivência, mas com suspense e um lado bastante solar no sentido mais próprio do termo, mas também porque desperta muita esperança a partir do percurso dessa mulher que se sente frágil mas descobre sua força e briga contra a depressão.

O filme mostra você sem maquiagem, sem artifícios. Você gostou?

Eu não me pergunto isso. Eu me apaixono – ou não – por uma personagem. Não acho que muitas atrizes considerem [a maquiagem] um critério. Deve ser doloroso viver assim. E eu não me vejo como a garota de capa de revista.

Com “Dois Dias, Uma Noite”, você completa 20 anos de cinema. O filme é um bom presente?

Tive muitas oportunidades, mas esse filme é uma das minhas experiências mais belas. Os irmãos Dardenne me ofertaram o que sempre esperei: uma mudança absoluta. Tudo foi perfeito.

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