Em entrevista ao Metro, Ferreira Gullar comenta eleição para ABL e anuncia novo livro

Por Carolina Santos
Ferreira Gullar revelou que ficou surpreso com a eleição para a ABL | Cecilia Acioli/Folhapress Ferreira Gullar revelou que ficou surpreso com a eleição para a ABL | Cecilia Acioli/Folhapress

O poeta e escritor maranhense Ferreira Gullar, de 84 anos, fala sobre o significado de sua eleição para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocorrida na quinta.

Como o senhor se sente com essa conquista?

Sinto-me muito bem, sobretudo pelo reconhecimento. Eu não imaginava que a Academia fosse tão popular. Até na rua as pessoas estão me cumprimentando.

A cadeira 37 tem algum valor especial para o senhor?

Tem, claro. Ela foi fundada pelo Silva Ramos, que deu uma contribuição importante na valorização da língua portuguesa. Nomes ilustres, como Getúlio Vargas e Assis Chateaubriand, passaram por ela. E, o mais importante, também João Cabral de Melo Neto e o Ivan Junqueira, meus grandes amigos. Tenho muito orgulho de substituí-los.

O senhor pensou em entrar para a ABL em 2011, mas desistiu. O que aconteceu?

Inventaram que eu ia entrar  e depois me consultaram. E eu disse que não estava de acordo. Entenderam errado, e você fica constrangido de dizer não.

Por que mudou de ideia?

Porque são 30 anos dizendo “não”. Comecei a me sentir constrangido, parecia arrogância. A Academia, por sua vez, mudou, está mais aberta, discutindo problemas,  fazendo ciclo de palestras com participação de jovens, estudantes.

Quais os planos para seu próximo livro?

Eu nunca tive plano de fazer livros, eles sempre nascem espontaneamente. Tem um livro que vai sair porque já está pronto, com os melhores poemas da minha vida que eu li de outras pessoas [“O Prazer do Poema – Uma antologia Pessoal”, pela Edições de Janeiro].

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