Dirigidos por britânico, Selton Mello e Wagner Moura estão em "Trash"

Por lyafichmann

Para a equipe de “Trash – A Esperança Vem do Lixo”, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas, a confiança nas gerações futuras é o tema principal da produção. O longa encerrou, nesta terça, o 16º Festival do Rio.

Na trama – baseada no livro homônimo de Andy Mulligan –, três jovens moradores de um lixão encontram uma carteira com conteúdo precioso e são perseguidos por um policial (Selton Mello) para entregá-la.

“Exploramos um outro lado do Rio de Janeiro”, explica o diretor, o britânico Stephen Daldry (“Billy Elliot”), ressaltando os esforços para fazer um filme realmente brasileiro e não só gravado no país.

“O cinema tem que falar sobre a vida, e a nossa realidade é afetada pela corrupção e pela desigualdade”, afirma Wagner Moura, que interpreta o dono da carteira.

Os três atores mirins, Gabriel Weinstein, Rickson Tevez e Eduardo Luís, foram escolhidos em comunidades como Rocinha e Cidade de Deus. Elogiados pelos colegas por sua atuação, eles deram sugestões para adaptar o roteiro à sua realidade. “Não tente controlar os adolescentes”, brincou o coodiretor Christian Duuvoort. Ainda fazem parte do elenco Martin Sheen, Rooney Mara e André Ramiro, entre outros.

Entrevista com Selton Mello:

Como foi criar esse vilão?
O [ator] Paulo José me ensinou a passar 200 mensagens com o mínimo possível. Tentei botar isso em prática e os meninos ajudaram muito.

Você vê uma diversificação do cinema brasileiro?
Sinto que está começando um movimento de gênero, e acho ótimo. Durante muito tempo a gente entrava na locadora e era só “cinema nacional”.

Como você concilia as carreiras de diretor e ator?
O diretor começou a ganhar do ator, tenho atuado pouco. Mas esse filme me deu um tesão novo, quero atuar mais. Uma coisa alimenta a outra, dirigindo estou aprendendo coisas como ator.  METRO rio


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