Lorde fala com maturidade sobre sua carreira meteórica

Por lyafichmann

Nos últimos 12 meses, Ella Yelich-O’Connor viu seu primeiro single alcançar o topo da lista de músicas mais ouvidas e seu álbum de estreia conquistar o disco de platina nos Estados Unidos e na Nova Zelândia, onde nasceu. Apontada na semana passada pela revista “Billboard” como a celebridade mais influente com menos de 21 anos, ela cantou uma música do Nirvana com remanescentes da banda e viu Bruce Springsteen fazer um cover de seu maior hit. Mas, apesar dessa explosão vertiginosa de popularidade, a garota de 17 anos que chama a si própria de Lorde e acaba de lançar o single “Yellow Flicker Beat” – da trilha da franquia “Jogos Vorazes” – jura não ter cedido ao que reprova na letra de “Royals”, a canção que a colocou no mapa musical no último ano.

Qual a coisa mais hipócrita que você fez depois da fama? O primeiro verso de “Royals” diz que você nunca viu um diamante, mas agora certamente você já viu.
Sim, eu vi, porque minha mãe ficou noiva do meu pai! Ela nunca teve um anel de diamante antes, então essa frase era verdadeira. Tento viver da forma mais normal e simples possível porque ainda é meio esquisito para mim toda a extravagância desse meio. Não compro nada. Ainda acho que US$ 100 é muito dinheiro porque é muito dinheiro! Parece meio louco mudar suas convicções apenas porque você tem mais coisas. Tento não pensar sobre dinheiro. Comprei uma cama para mim e já acho isso superlegal.

Você consegue dormir nela? 
Sim. Provavelmente já dormi nela umas cem vezes.

Quer dizer que você ainda não despedaçou nenhum quarto de hotel?
Eu não só não depredo quartos de hotel como tento, na verdade, limpar tudo antes de ir embora. Fico achando que ninguém deve limpar minha sujeira e tento ajeitar um pouco a situação.

De todas as experiências que você viveu no último ano, qual se destaca mais?
As pessoas sempre me perguntam isso e eu, em geral, luto para encontrar algo porque, quando se está em situações loucas diariamente, você precisa achar um jeito de fazê-las parecerem normais, porque você enlouquece se não o faz. Para mim, as festas de entrega de prêmios são sempre loucas. Sempre me pergunto: “O que estou fazendo aqui? Como permitiram que eu entrasse aqui?”

Há um verso no single “Tennis Court” em que você diz “tudo está bem quando estamos todos em fila para o trono, mas eu sei que isso não é para sempre”. É sobre a fugacidade da fama? 
Esse verso era mais em referência ao que eu tinha com meus amigos e o que nós tínhamos em nossa cidade natal, a sensação de que ela nos parecia um santuário e a percepção de que isso não vai durar. Mas também se aplica totalmente à fama. É bem claro quando você deixa de ser uma pessoa de quem os outros gostam de uma forma normal para ser alguém de quem as pessoas gostam exageradamente. Tenho um bom radar sobre o que é real e se as pessoas estão me tratando de uma forma realística, porque um dia vou fazer um disco bem ruim e ninguém vai gostar dele [risos].

O que as pessoas podem esperar do álbum que se seguirá a “Pure Heroine”?
Ele ainda está tão cru que não consigo nem descrever. Não entrei no estúdio nem comecei a trabalhar nele. Tenho estado ocupada viajando e fazendo a trilha de “Jogos Vorazes”. Mas, como uma pessoa criativa, vou ficar entediada se fizer a mesma coisa duas vezes. É nesse momento que me divirto mais.

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