Jornalista se torna ator pornô em estreia do 2º ano de ‘O Infiltrado’

Por lyafichmann

Meio reality, meio jornalístico, “O Infiltrado” chamou a atenção quando foi lançada, em 2013, pelo History Channel. O segredo da série estava no timing do protagonista, o jornalista Fred Melo Paiva, e na aposta do humor sem escracho em sua busca por entender diferentes universos a partir da experiência in loco.

Depois de se transformar em lutador de MMA e pastor evangélico na primeira temporada, ele estreia o segundo ano da produção nesta terça-feira, às 23h, com um passeio pela indústria pornô brasileira. O repórter conclui a missão estrelando um soft porn, mas sem perder de vista o caráter informativo da reportagem.

Foram necessários cinco meses de gravação para preparar os 11 episódios, em que o protagonista tenta se transformar também em funkeiro, detetive, Papai Noel, carioca e defunto, entre outros.

“Não queria que ‘O Infiltrado’ fosse um freak show. A baliza [para os temas] foram assuntos que tivessem relevância e com os quais eu ficasse desconfortável, porque é esse desconforto que gera conflito comigo e o mais legal é quando eu penso diferente daquele negócio”, explica Paiva, para quem o formato pode ser uma das alternativas possíveis para o jornalismo no século 21.

“Hoje a gente tem um megafone que são as redes sociais. Eu achava que isso ia fazer cair por terra a história do jornalista distante e imparcial. ‘O Infiltrado’ é altamente opinativo sem ser preconceituoso. O programa é verdadeiramente respeitoso no sentido de ouvir, de entender o que aquele outro cara está dizendo. É uma prova de que posso tratar de assunto sério sem fazer cara de Sérgio Chapelin”, diz ele, referindo-se ao apresentador do “Globo Repórter”.

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