Zoe Kazan e Daniel Radcliffe falam sobre química em cena na comédia romântica indie ‘Será Que?’

Por Tercio Braga

“Será Que?”, que estreia nesta quinta-feira, é a primeira comédia romântica de Daniel Radcliffe (“Harry Potter”). No longa, ele vive um jovem que se apaixona por uma garota (Zoe Kazan), mas logo descobre que ela tem um namorado (Rafe Spall). Apesar desse detalhe, eles seguem como amigos tal qual Radcliffe e Kazan – mesmo que o casal de atores seja mais bem sucedido nesta tarefa do que os personagens que interpretam. (Confira o trailer no fim do texto)

Quão bem vocês se conheciam antes deste filme?

Daniel Radcliffe: Eu a conheci há três anos, o suficiente para saber que essa não seria uma experiência horrível. Somos bizarramente parecidos, rimos das mesmas besteiras. Nem toda atriz é tão generosa quanto Zoe. Metade de tudo é ter uma relação longe da câmera para que você possa ter uma na frente dela.

Zoe Kazan: Digo sempre que química é apenas curiosidade, e é muito fácil ter curiosidade em relação ao Dan.

Zoe já fez comédias, mas esta é a estreia de Daniel.

DR: Uma das coisas que amo deste filme é que ele te deixa incrivelmente feliz. Esses primeiros momentos do processo de conhecer alguém são muito excitantes e preciosos.

ZK: Eu não estava procurando por nenhuma comédia romântica porque tinha acabado de fazer “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita” (2012). Mas o roteiro era tão engraçado e pensei que Michael Dowse seria um bom diretor para isso, sem sentimentalismo. Espero que as pessoas vejam o filme nos termos dele. Não acho que o longa procura ser uma grande comédia romântica. Acho que ele tenta ser um grande filme.

Apesar de o filme ser uma comédia romântica, ele se constrói a partir de dores bastante verdadeiras.

DR: É uma situação bem fiel à realidade. E é mais real pelo fato de a decisão de Zoe ser muito difícil de ser tomada. Rafe Spall (que interpreta o namorado dela) é um cara incrível, bonito e bem sucedido e não tem nada do estereótipo do namorado de quem você quer se livrar em um filme. Ela tem um relacionamento real até esse outro cara aparecer inadvertidamente e estragar tudo. Há algo de muito realístico nisso.

ZK: É ainda mais real pela forma como o elenco foi escalado. Nós não somos Katherine Heigl ou Josh Duhamel. Há um direcionamento aqui que não é convencional. Existe um jeito de as pessoas aparentarem e se comportarem em comédias românticas e acredito que nossos personagens são reais – até nos figurinos. Tentamos nos vestir como pessoas reais. Isso deixa tudo mais engraçado, porque fica fácil se identificar.

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