Brasileiros se destacam em competição de b-boys
da América Latina

Por fabiosaraiva
O campeão b-boy Luan, durante o evento em Belém | Marcelo Maragni/Red Bull Content/Divulgação O campeão b-boy Luan, durante o evento em Belém | Marcelo Maragni/Red Bull Content/Divulgação

“No palco eu procuro levar um estilo da rua, que é a essência do breaking. Essa é minha vida. Não tem segredo. Ou é ou não é, entende? Não dá para aprender breaking na academia. A gente nasce com isso e desenvolve na vida. Qualquer um pode dançar, mas nem todos são de verdade.” Não é à toa que Luan, de 23 anos, foi eleito o vencedor do Red Bull BC One, evento que reuniu os melhores b-boys da América Latina, no dia 30 de agosto, em Belém, no Pará.

Luan é um cara que respira a rua desde criança, quando começou a dançar no bairro que morava em Bauru, interior de São Paulo. E a dança, mais precisamente o breaking, o fez descobrir o mundo. Agora, após vencer o venezuelano Menor na final latino-americana do evento, ele vai a Paris em 29 de novembro tentar pela segunda vez [Luan já participou da disputa em 2012, no Rio] o título de melhor do mundo. O Brasil já teve um campeão mundial em 2010, com o b-boy Neguin.

Ao lado do campeão brasileiro Ratin, de 22 anos, e Iguin, de 19, eles representaram o país na disputa continental e levaram um pouco da essência do que o breaking é visto hoje em dia. Inicialmente, a dança era uma manifestação popular e alternativa de jovens contrários a gangues de rua de Nova York na década de 1970. Porém, a partir dos anos 1990, ela se tornou um meio de recreação e competição no mundo inteiro.

Aqui no Brasil a febre chegou logo na década de 1980, com muitos embates no mais famoso palco do estilo, a região do Largo São Bento, em São Paulo. Mas foi apenas nos anos 2000 que a dança cresceu e ganhou campeonatos mais organizados, com boas premiações e destaques. Motivo para os b-boys correrem atrás de novas influências.

Na arte da dança de rua vale tudo, das lutas marciais como o Kung Fu, a movimentos do Tai-Chi Chuan, passando pela capoeira, principalmente entre os brasileiros, e diversos estilos de dança, como o house, o jazz e até a salsa.

“É preciso criatividade, musicalidade, explosão nos movimentos. Dá para incluir um samba aí, temos o frevo, que é sensacional. Tem uns caras que fazem esses passos e nem sabem!”, analisa o brasileiro Pelezinho, estrela do breaking mundial, que foi um dos jurados da competição em Belém.

E o que faz a diferença do b-boy brasileiro para o resto do mundo? Luan responde: “Parece que temos mais referências, que cada um já nasce com o ‘flavor’, o sabor da dança. A música está no corpo.”

Veja trailer com imagens do evento:

Veja o final do evento:

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