Em sua 31ª edição, Bienal de SP dá espaço para países periféricos

Por lyafichmann
“Sem Título” (2014), de Éder Oliveira | Wanezza Soares “Sem Título” (2014), de Éder Oliveira | Wanezza Soares

“Será que podemos assumir a temperatura de hoje na forma de arte?”, questiona o britânico Charles Esche ao apresentar a 31ª Bienal de São Paulo, que abre neste sábado no prédio da Bienal, no parque Ibirapuera. Ele se refere a uma das principais inquietações que nortearam a escolha dos 81 projetos e dos mais de cem artistas que integram o evento, que fica em cartaz até o dia 7 de dezembro. (Confira galeria de fotos no fim do texto)

Durante 18 meses, Esche e outros seis curadores se debruçaram em torno do tema “Como (…) coisas que não existem”. As reticências são uma provocação: o leitor é o responsável por preenchê-las como melhor lhe convier, exigindo dele a mesma postura ativa que os trabalhos agora em exposição. Em comum, todos têm uma necessidade forte de pensar o contemporâneo por meio da arte, seja costurada por parâmetros políticos, sociais, religiosos ou estéticos.

“As ‘coisas que não existem’ são coisas que de fato existem, mas não são reconhecidas nos nossos parâmetros histórico-culturais”, afirma a curadora associada Luiza Proença. Isso se exemplifica na profusão de obras de artistas de países periféricos, como Turquia e Líbano, e também de outras regiões do Brasil que não o Sudeste, exemplificado no trabalho de nomes como Ana Lira (PE) e Yuri Firmeza (CE).

“Há uma ideia fundamental que atravessa a Bienal que é a de compartilhar contextos e ver o que acontece quando eles se juntam e se conflitam”, aponta o curador espanhol Pablo Lafuente. O objetivo é instigar leituras sobre o momento presente, em sua transição da condição moderna à contemporânea. “Acredito que há algo de otimista em poder desenhar futuros possíveis a partir da análise do presente”, conclui Lafuente

Serviço: No Pavilhão da Bienal (av. Pedro Álvares Cabral, s/n, parque Ibirapuera). Ter., qui., sex., sáb. e dom., das 9h às 19h; qua., das 9h às 22h. Grátis. Até 7/12.

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