Scarlett Johansson é a estrela do suspense "Lucy"

Por Tercio Braga
Scarlett Johansson vive "Lucy"| Divulgação Scarlett Johansson em cena de “Lucy”| Divulgação

Sempre falam que o cérebro é o instrumento mais complexo do mundo e o filme “Lucy”, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas, prova exatamente o porquê de ele ser uma fortaleza com a qual devemos contar. O longa de ação coloca a vulnerável personagem-título vivida por Scarlett Johansson na função de uma desavisada mula de drogas que se transforma em super-humana, numa história que atravessa os universos dos cruéis traficantes de narcóticos e da inteligência artificial. (Confira o trailer no fim do texto)

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Dirigida pelo francês Luc Besson, a produção mostra o paradoxo entre a evolução mental – adquirida através da explosão de uma nova superdroga no sistema de Lucy – e a restituição das emoções humanas. Johansson não é um rosto estranho ao mundo dos filmes de ação, tendo estrelado produções da Marvel Comics. Apesar disso, a atriz de 29 anos revela ao Metro Jornal que nunca esperou ser a super-heroína de arma em punho na qual se transformou.

Dizem que usamos apenas 10% do nosso cérebro. Quanto você acha que realmente usa?

Em determinados momentos, posso dizer que algo entre 2% e 12%… Depende. Em uma média acredito que de 9% e 11%.

heroinas-de-bessonO que você acha que seria diferente se tivesse acesso total ao cérebro?

A ideia do filme é a de que, quando você evolui de uma maneira, regride de outra – você se desumaniza. Porque as experiências que valorizamos como seres humanos são irrelevantes no grande esquema das coisas. O fato é que existimos apenas para sobreviver e passar adiante informações em um nível genético.

É como viver em um mundo de emoção zero…

Isso. Você não é capaz de fazer um juízo do que sente porque não consegue se identificar com o sentimento de qualquer forma.

Acredito que a mensagem é que não é tão bom assim ser muito inteligente.

Bem, não sei! “Bom” é um termo relativo… Talvez sejamos capazes de viver algo mais parecido com a “vida” por sermos abençoados com a ignorância.

No que você gostaria de ser expert caso acordasse com esse dom?

A habilidade de teletransporte de Lucy me parece muito conveniente.

Para onde você iria?

Eu usaria [o poder] para dar uma volta por Nova York sem me preocupar com metrô ou táxi. Você apenas se imagina em um lugar e, de repente, está lá. E umas férias rápidas seriam boas. Você tem algumas horas livres e decide se teletransportar para Paris nos anos 1920.

Tem alguma habilidade dos seus sonhos?

Sempre admirei músicos virtuosos. Eu gostaria de ser uma violinista.

Por que o violino?

Ele me parece o mais complicado! Seria isso ou algo bizarro, como ser a melhor tocadora de Teremim no mundo.

Há uma infinidade de chutes e tiros no filme. Que tipo de treinamento você fez para atuar?

Felizmente estou muito bem familiarizada nessa área, que se tornou uma das minhas habilidades de trabalho após tantos filmes da Marvel. Usei um monte de armas e treinei muito artes marciais. Quando vim fazer “Lucy”, tinha acabado de terminar o segundo “Capitão América”, então eu estava pronta.

Então qual é o truque para lidar com armas quando você não é exatamente uma superconhecedora delas?

Você tem que usá-las do modo exato! Mas já passei muitas horas em treinamento com armas e agora eu sei bem como manejá-las.

Essa é uma ótima habilidade para o currículo: “Sei usar armas…”

Sim. Eu nunca espero que esse seja o caso, mas aqui estou, quatro filmes da Marvel depois… Acho que sou uma heroína mesmo sem querer.

Gosto quando Lucy é algemada a uma pasta. A que objeto você gostaria de ser algemada?

Ser algemado em qualquer coisa nos deixa loucos após um tempo. Se eu tivesse que ser presa, que fosse algo bonito e fofo, como um filhote de bulldog francês.

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