71º Festival de Veneza centra competição nos EUA e na Europa

Por lyafichmann
Michael Keaton (esq.) e Edward Norton em cena de ‘Birdman’, filme que abre o evento | Divulgação Michael Keaton (esq.) e Edward Norton em cena de ‘Birdman’, filme que abre o evento | Divulgação

Pelo segundo ano consecutivo, um mexicano abre o glamouroso Festival de Veneza. Depois de “Gravidade”, de Alfonso Cuarón, ter dado ali, no ano passado, o primeiro passo de uma trajetória que culminou em sete Oscars, agora é a vez de “Birdman”, de Alejandro González Iñarritu (“Babel”).

Com um elenco repleto de estrelas como Edward Norton e Emma Stone, o longa promete fazer rir e chorar com a história de um ator (vivido por Michael Keaton) que luta para se desvencilhar da imagem do super-herói que interpretou na juventude.

A posição de prestígio obtida por Iñarritu, no entanto, marca a única participação de um diretor latino na seleção oficial do evento, que vai de hoje ao dia 6 de setembro. Europeus e americanos dominam a competição desta 71ª edição, dirigida por Alberto Barbera.

Entre os 20 longas escolhidos, há títulos sobre os quais paira grande expectativa, como “Pasolini”, de Abel Ferrara, que põe Willem Dafoe para reencenar os últimos dias da vida do cineasta italiano, e “Good Kill”, no qual o diretor Andrew Niccol, de “Gattaca”, promove mais uma discussão sobre ética ao mostrar a vida de um piloto (Ethan Hawke) que pilota drones e mata afegãos de dia e volta para casa e janta com a família à noite.

Entre os europeus, destaque para o incensado alemão de origem turca Faith Akin, com seu novo “The Cut”, e  “Loin des Hommes”, do francês David Oelhoffen, que estreia na direção de longas com esta adaptação de “O Hóspede” (1957), de Albert Camus (1913-1960), protagonizada por Viggo Mortensen.

Entre os cineastas jovens, vale ficar de olho no italiano Saverio Costanzo, 38, que apresenta “Hungry Hearts” após ter causado boa impressão com “A Solidão dos Números Primos” (2010), e no turco Kaan Müdjeci, 34, que apresenta “Sivas”, sua estreia na direção, feito com a colaboração de vários artistas.

Nesse panorama, a representação “estrangeira” cabe a “Red Amnesia”, do chinês Wang Xiaoshuai, “Fires on the Plain”, do japonês Shinya Tsukamoto, e “Tales”, da iraniana Rakhshan Banietemad. Ela e a francesa Alix Delaporte, de “Le Dernier Coup de Marteau”, são as únicas mulheres da competição.

O Brasil está representado apenas na mostra paralela Horizontes, com o curta de animação “Castillo y el Armado”, de Pedro Harres.

Os cinéfilos têm um bom motivo para acompanhar as notícias sobre o Festival: Veneza é uma das principais fontes de títulos da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que, este ano, vai de 16 a 29 de outubro.

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