Festival de Linguagem Eletrônica traz mais de 400 obras de 42 países

Por lyafichmann
Obra ‘Supermajor’, do coletivo norte-americano S.W.A.M.P. | André Porto/Metro Obra ‘Supermajor’, do coletivo norte-americano S.W.A.M.P. | André Porto/Metro

No final da década de 1990, Paula Perissinotto e Ricardo Barreto trabalhavam como sócios. Era o começo da internet no Brasil e a dupla viu na interação entre computador e arte um novo filão. Desse conceito nascia a FILE, Feira Internacional de Linguagem Eletrônica, que cresceu e chega hoje à sua 15a edição como o maior evento do gênero na América Latina.

“Naquela época, percebemos que estavam surgindo muitas manifestações artísticas nesse perfil. Começamos então a considerar a hipótese de mostrar esse material on-line até surgir a oportunidade de, em 2000, irmos para um museu”, conta Paula. A estreia aconteceu no Museu da Imagem e do Som, onde ficou pelo ano seguinte. O evento ocupou o Paço das Artes por outros dois anos e, desde 2004, é permanente no Centro Cultural Fiesp.

No começo eram cerca de 70 obras, de artistas de dez países. A mostra que estreia nesta terça-feira e que marca a reabertura da Galeria de Arte do Sesi traz mais de 400 trabalhos, muitos deles interativos. Um dos destaques é “The Mamori Expedition”, da belga Els Viaene, instalação de madeira que replica o caminho que a artista seguiu durante uma expedição pela Floresta Amazônica. Ao interagir com a obra, o visitante escutará os sons da floresta.

“O festival está grandioso. Só no edital recebemos aproximadamente mil propostas”, diz a curadora. Vale lembrar que o edital para 2015 será aberto no final de novembro no site filefestival.org.

Assim como nos anos anteriores, Paula e Ricardo não escolhem um tema para permear o festival. “Isso afunila muito as possibilidades e não nos interessa. Defendemos a bandeira do uso criativo de linguagem”, enfatiza.

Pelo segundo ano a mostra traz o FILE Led Show, que usa toda a fachada do prédio da Fiesp para a exibição de animações. O público poderá interagir com o espaço colocando um vulcão gigante multicolorido em erupção, criação do holandês-brasileiro Rafaël Rozendaal.

Já tradicionais, os festivais Anima+, Games e Videoarte continuam a complementar a programação do FILE com animações, jogos, vídeos e instalações interativas às quais o público terá acesso até 7 de setembro.

Serviço: No Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313, Bela Vista; tel.: 3146-7405). Abre nesta terça. Diariamente, das 10h às 20h. Grátis. Até 5/10. A programação está no site filefestival.org.

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