Madeleine Brewer, da série de horror "Hemlock Grove", fala ao Metro

Por fabiosaraiva
Madeleine Brewer em cena de Hemlock Grove | Divulgação Madeleine Brewer em cena de Hemlock Grove | Divulgação

Aos 22 anos, Madeleine “Maddie” Brewer vem dando seus primeiros passos como atriz nas séries originais do site de streaming Netflix (www.netflix.com.br). Após viver a viciada Tricia Miller na primeira temporada da elogiada comédia dramática “Orange Is the New Black”, ela foi convocada a embarcar na segunda temporada da série de horror “Hemlock Grove”, produzida por Eli Roth (de “O Albergue”).

Na produção, sua personagem Miranda acaba de chegar à cidade e se divide entre o lobisomem Peter (Landon Liboiron) e o vampiro Roman (Bill Skarsgard). Todos os dez episódios já estão disponíveis no Netflix.

O segundo trabalho com a empresa fez a jovem largar o emprego de garçonete, que mantinha desde os 16 anos para ajudar nas contas. Ela esteve ontem em São Paulo para divulgar a série. Em um bate-papo com jornalistas, a atriz se revelou fã de produções de horror – na noite anterior, ela havia pedido uma lista de melhores filmes do gênero ao chefe, Eli Roth. “Se tenho que pedir isso a alguém, devo pedir ao mestre!”. Para ela, filmes do tipo são como montanha-russa: “você quer sentir aquele arrepio”. Confira os melhores momentos da entrevista de Brewer ao Metro Jornal. Se você nunca viu a série, fique atento – há spoilers à vista.

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Parece que você é mesmo a garota da Netflix, já que a vimos em “Orange Is the New Black” e agora em “Hemlock Grove”. Como você se sente em relação a isso?
Eu me sinto honrada de fazer parte da família Netflix não apenas porque ela é muito gentil e generosa, mas porque é o tipo de empresa que realmente promove criatividade e arte e quer fazer de seu produto uma verdadeira obra de arte. Fico feliz de ela ter me trazido de volta para algo mais, mesmo que continue me matando (risos).

Sua personagem trouxe um certo frescor à série.
Acho que sim. Vi a primeira temporada de “Hemlock Grove” – amo horror, adoro Eli Roth e adorei o livro [no qual a série é baseada] –, então fiquei animada de fazer parte disso e ver o que essa nova personagem traria. Às vezes, assistindo a esses filmes e séries de terror, você se esquece que tudo aquilo é esquisito e acho que Miranda se torna uma peça para lembrar as pessoas que aquilo não é normal! Às vezes você fica tão perdido que é preciso dizer: “vampiros são realmente assustadores”. (risos)

Você disse brincar de jogos de beber com seu irmão enquanto vê filmes de horror. Como isso funciona?
Funciona assim. Se você estiver assistindo a um “slasher” [gênero que, em geral, conta com o serial killer matando sucessivamente de forma violenta], tipo “A Hora do Pesadelo”: toda vez que você ver o Freddy, toma uma dose; toda vez que alguém morre, toma uma dose; toda vez que você vê peitos – que é algo muito comum nesse gênero –, toma outra dose.

Enquanto atriz, o que representa para você ter uma série televisiva transmitida via streaming, com todos os dez episódios da temporada sendo lançados de uma vez?
Senti muito esse impacto na esfera pessoal. Por exemplo: estou agora no Brasil, onde pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância de mim sabem meu nome e o aprenderam no dia em que a série estreou. Como essa é uma série de streaming que você pode assistir quando e como quiser, ela cria uma fama da noite para o dia, em horas. Isso é incrível e também completamente assustador. Ontem achei que era apenas Madeleine Brewer e hoje sou Madeleine Brewer e tenho 35 mil seguidores no Twitter! O que é isso? Como atriz, isso cria um novo plano. Não é como um programa regular, em que você precisa esperar a cada semana para ir desenvolvendo gradualmente seu personagem. Isso faz seu coração bater mais disparado.

Você sentiu uma resposta maior do público com “Orange Is the New Black” ou “Hemlock Grove”?
Minha personagem em “Orange” era muito adorável. Inicialmente ela não inspirava muita confiança, pois era uma viciada em drogas, mas aí você vê esse lado mais humano e a pessoa linda que ela é. Então ela recebeu muito apoio, mas seu fim foi tão trágico… Isso fez mais gente ficar ao seu lado. Já Miranda… Como essa é uma série já estabelecida, com muitos fãs de Letha (Penelope Mitchell) [personagem morta na primeira temporada], Miranda foi encarada como essa outra loira que chega e dorme com os dois protagonistas. Acho que muita gente não virou muito fã dela. Às vezes, checo os comentários deixados na página da série no Facebook ou Instagram, onde as pessoas dizem: “Mal posso esperar para essa garota morrer”, “Alguém por favor a mate!”, “Eu a odeio”. Mas ok. São duas séries com fãs muito apaixonados.

Você torce para Miranda voltar em uma possível terceira temporada?
Pelo jeito como deixaram as coisas no fim da segunda temporada, assumo que Miranda não está viva. Mas isso é “Hemlock Grove”. Eles podem matá-la e trazê-la de volta. Ninguém sabe. Ninguém está realmente morto. Sim, eu adoraria fazer uma nova temporada. Tive uma ótima experiência da primeira vez. Ficamos em Toronto por cinco meses, o que foi uma ótima experiência. Mas quero ver o que acontece com ela. Como atriz, estou interessada em experimentar o que acontece com um personagem para além de uma temporada. (risos)

madeleine brewer em Sao paulo A atriz durante passagem por São Paulo para divulgar a série | Divulgação

Leia amanhã, no site do Metro, a entrevista com a atriz Famke Janssen, que também participa da série.

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