Robin Williams sofria de Mal de Parkinson, diz viúva

Por Tercio Braga
Robin Williams recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme "Gênio Indomável" em 1997 | Sam Mircovich/ Reuters Robin Williams recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme “Gênio Indomável” em 1998 | Sam Mircovich/ Reuters

Robin Williams, que morreu na segunda-feira aos 63 anos depois de supostamente cometer suicídio, sofria de Mal de Parkinson, anunciou nesta quinta-feira sua mulher, Susan Schneider.

“Robin foi corajoso enquanto lutava contra a depressão, a ansiedade e os primeiros estágios do Mal de Parkinson, sobre o que não estava preparado para falar publicamente”, afirmou Schneider em um comunicado.

Ela afirmou ainda que seu marido não tinha voltado a beber ou consumir drogas, mas estava sofrendo de depressão e Mal de Parkinson.

“É nossa esperança que, através do trágico falecimento de Robin, outras pessoas achem força para procurar por ajuda e apoio de que precisam para tratar seja quais forem as batalhes que estejam enfrentando para que possam sentir menos medo”, acrescentou.

“Robin dedicou muito tempo de sua vida a ajudar outras pessoas. Queria nos fazer rir para que nos sentíssemos menos assustados”, enfatizou Schneider.

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As autoridades americanas anunciaram na terça-feira que Robin foi encontrado morto em um quarto de sua residência na Califórnia, enforcado com um cinto, em circunstâncias que reforçam a tese de suicídio.

Seu corpo estava levemente suspenso e havia cortes em seu pulso esquerdo.

O tenente Keith Boyd, assistente do legista-chefe do condado de Marin, perto de São Francisco, destacou que a investigação continua, e que a polícia ainda vai ouvir pessoas ligadas ao artista.

Robin Williams lutava contra a depressão e havia buscado ajuda para superá-la nos últimos tempos. No passado, também enfrentou problemas com álcool e com drogas.

Susan Schneider, com quem ele se casou em 2011, foi a última pessoa a vê-lo com vida, no domingo à noite, quando ele se despediu para ir dormir.

As autoridades esperam receber em no máximo seis semanas os resultados dos testes toxicológicos que os legistas estão fazendo no corpo do ator.

O tenente Boyd não disse se havia drogas na casa.

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