Assinada por Michael Bay, série ‘The Last Ship’ estreia nesta segunda

Por Nadia
Eric Dane vive o capitão do navio que protege a virologista interpretada por Rhona Mitra, única capaz de impedir um vírus de destruir a civilização | Divulgação Eric Dane vive o capitão do navio que protege a virologista interpretada por Rhona Mitra, única capaz de impedir um vírus de destruir a civilização | Divulgação

“The Last Ship” estreia nesta segunda-feira, às 23h20, no TNT, com um tom espantosamente premonitório. “Dez anos atrás isso seria considerado ficção científica. Agora esse é um cenário provável, o que é assustador”, afirma Eric Dane.

Conhecido por viver o Dr. McSteamy em “Grey’s Anatomy”, o ator trocou o avental hospitalar pelo uniforme do oficial Tom Chandler, capitão do navio no qual se desenrola a série, que acompanha a tripulação de um barco da marinha americana em busca de uma vacina contra um vírus que já devastou 80% da humanidade. A pertinência não poderia ser maior em tempos nos quais a epidemia de ebola na África foi tida como “incontrolável” pela Organização Mundial da Saúde.

“O tema é muito profundo e áspero para nossos dias”, completa Rhona Mitra, intérprete da virologista Rachel Scott. Apesar de ser a única capaz de contornar a situação, a médica sofre com a desconfiança da tripulação, que deve protegê-la mesmo após ela ter escondido o avanço do vírus enquanto fazia pesquisas dentro do barco.

“Mas há algo mais importante aí do que as preocupações de cada um. O que há de maravilhoso é que todos estão na estaca zero e precisam estar na mesma página, com a mesma atitude [para encontrarem a vacina]”, pontua ela.

Livremente inspirado no livro homônimo de William Brinkley lançado em 1988, o drama é a desculpa para criar um blockbuster de ação dividido nos dez episódios da primeira temporada, produzida pelo explosivo Michael Bay (da série “Transformers”).

Para Dane, a aposta no gênero é mais um passo da evolução pela qual a televisão tem passado. “A tecnologia mudou drasticamente na casa das pessoas. Agora vemos TV em um aparelho de tela plana de 60 polegadas, então conseguimos obter aquela experiência cinematográfica”, diz.

O orçamento estimado de US$ 2,5 milhões em cada episódio dá mostras do investimento do TNT na produção. Um navio Destroyer de US$ 3 bilhões foi usado como locação e oficiais americanos treinaram o elenco. A busca por verossimilhança também fez com que partes da embarcação fossem recriadas em set. “Queriam que fizéssemos com fundo verde e reconstruíssemos tudo de forma virtual, mas não queria os atores tocando em pedaços de fita quando deveriam interagir com o navio real”, diz o produtor Jack Bender. “Isso foi uma bênção!”, completa Adam Baldwin, que vive Mike Slattery, o segundo oficial na hierarquia do navio.

Apesar de o foco estar na ação, o ator vê espaço para o desenvolvimento dos personagens ao longo da série, que já garantiu uma segunda temporada de 13 episódios. “Há explosões e perseguições, mas não é possível segurar um público sem isso e definitivamente há espaço para mais”, afirma. Ele também não teme que o excesso de americanismo atrapalhe a produção, com  o aparecimento de vilões como russos, terroristas islâmicos e narcotraficante encontrados enquanto eles buscam suprimentos.

“Seguimos princípios universais. Queremos manter a saúde dos nossos companheiros e libertar quem encontramos, porque, no caos, há tiranos que tentam controlar os outros. Quando encontramos isso, intervimos da melhor forma que podemos”, diz.

No caso de Dane, interpretar Tom Chandler é ainda uma chance de se desvincular do médico garanhão que viveu por sete anos. “Esse é um papel bastante heroico. Não sei se essa é a série certa para expor fragilidades dele”, afirma o ator, referindo-se à profusão de anti-heróis que estão seduzindo o público de TV. As fãs, no entanto, não devem lamentar. Quando questionado pelo Metro Jornal se o personagem aparecerá sem camisa tal qual McSteamy, a resposta foi animadora: “Oh Yeah!”

*A repórter viajou a convite da programadora Turner  

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