Cheio de musicais, "Rio 2" estreia no cinema

Por Caio Cuccino Teixeira
Jade e Blu agora viajam na companhia dos filhos Tiago, Bia e Carla | Divulgação Jade e Blu agora viajam na companhia dos filhos Tiago, Bia e Carla | Divulgação

Uma roda de samba em pleno Cristo Redentor dá as boas-vindas ao espectador em uma festa de Réveillon logo no começo de “Rio 2”. Poucos minutos depois, a arara-azul Blu e sua trupe navegam ao som da voz de Milton Nascimento pelas águas do Rio Amazonas. É nessa toada de muita música que a nova animação do diretor brasileiro Carlos Saldanha chega aos cinemas nesta quinta-feira.

Casado com Jade e pai de três filhos (Tiago, Bia e Carla), Blu aceita a proposta de sua mulher de rumar para a Floresta Amazônica à procura de outros exemplares da espécie – tida até então como em extinção – encontrados pelo ornitólogo Túlio (Rodrigo Santoro).

Lá eles encontram milhares de pássaros idênticos – ou quase – que vivem escondidos nas árvores. Recebido pelo novo bando com ressalvas, o “estranho” Blu – com todas as suas tralhas (GPS, canivete, escova de dente elétrica…) – precisa se unir ao grupo para combater um vilão que está destruindo a floresta. “O filme passa uma mensagem ecológica e que os problemas podem ser resolvidos com união”, analisa o diretor.

Produzido em apenas três anos valendo-se de novas tecnologias de animação, “Rio 2” foi ainda mais trabalhoso do que o primeiro filme, de acordo com o diretor. “O mais difícil foi fazer a Amazônia. Criar toda aquela natureza no computador é complicado”, explica Saldanha, que contou com 400 profissionais em sua equipe, incluindo dubladores e músicos.

Muito mais musical que o anterior, o filme conta com canções de Janelle Monáe, Bruno Mars e Carlinhos Brown, entre outros. “Tive mais liberdade criativa para explorar ritmos regionais”, comenta Saldanha, que teve os músicos Sergio Mendes e John Powell como responsáveis pela trilha original da animação.

Questionado sobre os cuidados para fugir dos clichês brasileiros, Saldanha respondeu em tom de desabafo. “As pessoas dizem que eu não mostro o Brasil verdadeiro. Ora, o que eu gosto de mostrar é o lado bom do Brasil verdadeiro.”

Assista o trailer:

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