Série ‘Psi’ leva seu psicanalista a investigar dramas alheios

Por Tercio Braga
Emílio de Mello encarna o psicanalista Carlo Antonini na série ‘Psi’| Divulgação Emílio de Mello encarna o psicanalista Carlo Antonini na série ‘Psi’| Divulgação

Depois de o público da TV paga brasileira se render ao consultório do dr. Theo na série “Sessão de Terapia”, em vias de estrear sua terceira temporada no GNT, chega a vez de a HBO explorar esse mesmo universo, mas longe do divã.

“Psi”, que estreia domingo, às 21h, é baseada nos romances de Contardo Calligaris com o personagem Carlo Antonini. Psicanalista como seu criador, o protagonista é um homem culto e meio blasé que injeta adrenalina na própria vida ao se envolver nos problemas dos outros. O diferencial é que os casos que o interessam estão na rua.

Cada um dos 13 episódios da primeira temporada, dirigida por Marcus Baldini (do filme “Bruna Surfistinha”) explora o drama de um personagem novo e, ao mesmo tempo, apresenta Carlo (Emilio de Mello) e as pessoas que o cercam, como a colega de profissão e confidente Valentina (Claudia Ohana), a ex-mulher Flávia (Aida Leiner) e os enteados Henrique (Igor Armucho) e Marina (Bianca Vedovato).

Para Calligaris, que assina o roteiro com Thiago Dottori, a densidade da problemática dos personagens faz com que cada episódio se assemelhe a um pequeno longa-metragem. “Quis que fossem personagens cuja diferença os humaniza. Diferentes mas, ao mesmo tempo, muito próximos”, explica ele.

As histórias são compilações de casos acompanhados pelo psicanalista ao longo de sua trajetória. “Estou chegando aos 40 anos de clínica. Há uma massa de histórias que foram integradas à minha vida que me tornam próximo de um ator. A ficção se cria com isso, com momentos misturados que nem cartas de baralho”, diz.

Para a diretora de produções originais da HBO no Brasil, Maria Angela de Jesus, o diferencial da série está em mostrar a  o mundo “psi” fora do consultório. “A riqueza da série é trazer esse personagem para a vida real, mas com a preocupação de tratar os temas com propriedade”, afirma ela.

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