Mark Wahlberg vive fuzileiro americano em ‘O Grande Herói’

Por Caio Cuccino Teixeira
Wahlberg interpreta o fuzileiro Marcus Luttrell | Divulgação Wahlberg interpreta o fuzileiro Marcus Luttrell | Divulgação

Apesar de estar no alto de seus 42 anos, Mark Wahlberg não se intimidou de interpretar um soldado em “O Grande Herói”, que estreia nesta quinta-feira. E não é um soldado qualquer. Ao lado de três outros fuzileiros navais americanos (interpretados na tela por Taylor Kitsch, Ben Foster e Emile Hirsch), eles partem em uma missão, mas são postos na berlinda, sendo alvejados repetidamente por insurgentes talibãs.

Wahlberg interpreta Marcus Luttrell, o único sobrevivente da missão, que escreveu sobre a experiência em um livro publicado em 2007. “Tive sorte de conhecer o cara que ia interpretar, de tê-lo me acompanhando durante o processo e me ajudando no que eu precisava. Ver o tipo de homem que ele é certamente me inspira a ser um homem melhor”, afirma o ator.

Originalmente pensado para ser um filme de orçamento robusto, “O Grande Herói” acabou sendo rodado com uma cifra mais tímida de US$ 40 milhões (cerca de R$ 100 milhões). Wahlberg encara o fato como ponto positivo. “É por isso que o filme parece tão íntimo, real e autêntico”, aponta ele, que afirma ter passado a encarar o papel de forma diferente após ler o roteiro.

“Quando Pete [Berg, o diretor] me convidou, pensei de forma egoísta, como ator, como aquela seria uma ótima oportunidade de fazer um papel que chamasse a atenção. Quando li o roteiro, minha perspectiva mudou. A partir daí, fazer o papel não tinha nada a ver comigo, mas com o cara que eu estava retratando. Até quando assisto ao filme não penso sobre o que fizemos. Penso sobre o que aconteceu com aqueles caras e pelo que Marcus teve que passar.”

Enquanto ator, Wahlberg tem uma diretriz: nunca ler livros com as histórias nos quais seus personagens são baseados. “Você sempre fica com a sensação de que algo ficou de fora. Acho que Pete fez um grande trabalho no roteiro. Pude estar completamente imerso naquele mundo e senti-lo. Não queria, portanto, voltar e ler o livro e começar a reclamar do porquê de determinada situação não estar lá. Dava para debater isso por horas! Leio o livro depois e fico ainda sentindo que faltou coisa.”

Assista o trailer:

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