Clássico dos anos 70, "Jesus Cristo Superstar" chega ao Brasil

Por Caio Cuccino Teixeira
Igor Rickli no papel de Jesus  |  João Caldas/Divulgação Igor Rickli no papel de Jesus | João Caldas/Divulgação

Quase 45 anos após sua estreia na Broadway, “Jesus Cristo Superstar” chega ao Brasil nesta sexta-feira, em estreia no Teatro do Complexo Ohtake Cultural.

O musical é uma releitura comandada pelo diretor Jorge Takla, a partir da obra criada por Andrew Lloyd e Tim Rice em 1971. E o que era polêmica naquela época, continua hoje em dia. Questionado na coletiva de imprensa sobre uma possível “pose sexy” de Jesus (Igor Rickli) no material de divulgação da peça, Takla foi direto. “A imagem que a Igreja Católica tem de Jesus é semelhante à nossa. Toda igreja tem um Jesus sem camisa, com coroa de espinhos e com a fraldinha. Nós ainda estamos com calça jeans no nosso!”

A polêmica não é à toa. Dias antes da estreia, representantes da Igreja Católica, em especial a Associação Devotos de Fátima, chegou a fazer uma petição para impedir a estreia do musical.

Fato é que o espetáculo estreia esta noite e mostra os últimos dias de Jesus antes da crucificação, mas de uma forma moderna, abusando de clichês do Rock, como calças de couro e homens cabeludos, ou até mesmo nas influências vocais. “Busquei uma versão mais pesada, ao contrário do folk e do gospel predominantes na versão original”, explica a diretora musical Vania Pajares. “Coloquei muita farofa mesmo, com referência ao rock dos anos 1980”, diz.

João Caldas/Divulgação João Caldas/Divulgação

Essas citações podem ser claramente vistas no estilo de Judas, vivido por Alírio Netto, mas ganha ares mais leves com a excelente interpretação vocal de Negra Li, no papel de Maria Madalena, que se surpreendeu com as novas possibilidades. “Descobri que posso atingir notas mais agudas. Achava impossível, mas foi um dos maiores desafios da minha vida”, comentou a cantora.

Serviço

No Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. dos Coropés, 88, tel.: 2245-1900). A partir desta sexta-feira. Qui. e sex., às 21h; sáb., às 17h e 21h; dom., às 18h. De R$ 50 a R$ 230.

No alto, cena do musical, abaixo, Negra Li no papel de Maria Madalena | João Caldas/Divulgação No alto, cena do musical, abaixo, Negra Li no papel de Maria Madalena | João Caldas/Divulgação
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