Vítima de câncer, ator Paulo Goulart morre aos 81 anos em SP

Por george.ferreira
O ator Paulo Goulart, em registro feito em 2008 | William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapress O ator Paulo Goulart, em registro feito em 2008 | William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapress

O ator Paulo Goulart morreu nesta quinta-feira, dia 13, aos 81 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa por causa de um câncer na região dos pulmões.

Nascido em Ribeirão Preto, no interior do Estado, Goulart começou a atuar ainda adolescente, mas estudou química industrial antes de seguir a profissão artística. Seu nome de batismo era Paulo Afonso Miessa e ele tomou o sobrenome emprestado de um tio, o radialista Airton Goulart.

O ator se casou em 1954 com a colega de profissão Nicette Bruno, com quem ficaria até o fim da vida, em uma união que durou seis décadas e gerou três filhos, todos também atores: Bárbara Bruno, de 57 anos, Beth Goulart, de 53, e Paulo Goulart Filho, de 49.

Carreira

O primeiro trabalho de Paulo Goulart foi na rádio do pai, fundada em Olímpia, também no interior de São Paulo, onde foi locutor, DJ e operador de som. Em 1951, já era contratado da Rádio Tupi, na capital, que também começava a investir na TV. Foi ali que ele apareceu na telinha pela primera vez, em um programa de Mazzaropi.

Sua estreia nos palcos se daria no ano seguinte, quando também faria na TV Paulista sua primeira novela, “Helena”, adaptação de Manoel Carlos para o romance homônimo de Machado de Assis.

Nos anos seguintes, Goulart mudou com a família para o Rio de Janeiro e Curitiba, retornando a São Paulo na década de 60. Contratado pela TV Excelsior, fez na emissora novelas como “As Minas de Prata” (1966) e “O Terceiro Pecado” (1968).

Foi na TV Globo, porém, onde o ator fez a maior parte de seus trabalhos, iniciados em 1969 com “A Cabana do Pai Tomás”. Na emissora, ele atuaria em muitos outros folhetins como “Uma Rosa com Amor” (1972), “Plumas e Paetês” (1980), “Jogo da Vida” (1981), “Fera Radical” (1988), “O Campeão”, “América” (2005) e “Morde e Assopra” (2011).

Dirigido por Luís Sérgio Person em 1974 na peça “Orquestra de Senhoritas”, de Jean Anouil, ganhou o prêmio de melhor ator da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em 2006, ele e sua família foram homenageados com um troféu especial pelos 20 anos de carreira no teatro, na 18ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro.

Confira alguns momentos da carreira de Paulo Goulart:

Novela “O Campeão” (1996)

Novela Mulheres de Areia (1993)

Último Capítulo da novela “Plumas e Paetês” (1980)

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