Livro conta a história da música de 1973, a era de ouro da MPB

Por Tercio Braga

1973 pode ser considerado de ouro para a música brasileira. Foi neste ano que dezenas de discos, de diferentes estilos, foram lançados e se notabilizaram por reunir influências e hoje também serem celebrados como uma.

A história do som feito neste período é o tema do livro “1973 – O Ano que Reinventou a MPB”, idealizado e organizado por Célio Albuquerque e publicado pela Sonora Editora.

O contexto político do Brasil no começo dos anos 1970 era de ‘xepa’ do Milagre Econômico e de endurecimento da Ditadura Militar. Já a música chegava ao fim da era dos festivais, mas ainda vivia dentro da efervescência trazida pelas competições.

“O cenário era uma riqueza só, mas foi em 1973 que a música brasileira, sob um recorte temporal, se solta do passado, sem desgrudar-se dele, passeia pelo presente e salta para o futuro”, resume Albuquerque, com alguma filosofia.

1973 também pode ser considerado o ano das grandes estreias. São desta safra os primeiros discos de Fagner, Gonzaguinha, João Bosco, Luiz Melodia, Raul Seixas e Secos & Molhados.

Para se aprofundar em cada um dos cerca de 50 álbuns analisados, um time de jornalistas, historiadores e músicos foi convocado. Cada disco é um capítulo, de A Bolha a Zé Rodrix.

Mesmo quarentões e de uma época em que as músicas eram reconhecidas pelas capas, registradas em vinil e separadas em lados A e B, alguns dos trabalhos ainda soam modernos e influentes.

E por falar em capas, são de 1973 algumas das mais icônicas da nossa música. O que dizer da foto com as cabeças dos Secos & Molhados em bandejas, das artes de Elifas Andreato para Martinho da Vila e Paulinho da Viola ou do close insinuante nas partes íntimas de Caetano Veloso e Gal Costa?

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