Caixa Cultural abre exposição com 69 obras de pintor espanhol

Por Caio Cuccino Teixeira
Obras de Miró que estarão em exposição na Caixa Cultural | André Porto/Metro Obras de Miró que estarão em exposição na Caixa Cultural | André Porto/Metro

Papel, cortiça, lixa. Nenhuma superfície era suficiente para Joan Miró (1893-1983). Artista incansável, o espanhol não se limitava a um tipo de material para colocar suas ideias para fora. Muitos de seus esboços e experimentações estarão às vistas do público a partir de sábado na Caixa Cultural.

“A Magia de Miró, Desenhos e Gravuras” é a reunião de 69 obras do espanhol que fazem parte da coleção de Alfredo Melgar, conde de Villamonte, galerista e amigo do artista em Paris e colecionador de mais de uma centena de trabalhos do conceituado pintor.

“O fio condutor dessa mostra são os últimos 20 anos da vida de Miró, um artista maduro, mas que nem por isso deixou de brincar com a experimentação”, analisa Denise Carvalho, produtora-executiva da exposição no Brasil.

Todas as peças expostas não possuem reproduções, ou seja, são originais que apresentam a intimidade, o conceito e as experimentações de Miró. Há ainda outras obras totalmente acabadas que não se tornaram públicas na época de sua feitura por desejo do pintor.

Como parte da exposição acontece também a exibição de 23 fotografias feitas por Melgar nas décadas de 1960 e 1970 que mostram o artista em diversas situações, principalmente em trabalho criativo em seu ateliê em Palma de Maiorca, na Espanha. “São documentos fantásticos que mostram um momento muito íntimo de Miró”, revela Denise.

Serviço
Na Caixa Cultural São Paulo (pça. da Sé, 111, tel.: 3321-4400). A partir de sábado. De ter. a dom., das 9h às 19h. Grátis. Até 20/4.

Caixa Cultural inaugura outras três exposições

Viaduto Santa Ifigênia em imagem da Fotolabor | Divulgação Viaduto Santa Ifigênia em imagem da Fotolabor | Divulgação

Além da exposição com obras do artista espanhol Joan Miró, a Caixa Cultural São Paulo abre também neste sábado outras três exposições.

“Werner Haberkorn e a Fotolabor” conta a história da empresa de fotografia que foi referência em São Paulo entre as décadas de 1940 e 1990. São cartões postais, papéis e vídeos que destacam as fotografias de São Paulo feitas por Haberkorn e exaltam o modelo pioneiro criado pela Fotolabor.

Já a mostra “Gustavo Acosta: Espaço de Silêncio” é a primeira individual em São Paulo do pintor cubano radicado em Miami. São cerca de 30 obras que propõem um diálogo entre os primeiros passos do artista, na década de 1980, e suas produções mais recentes.

Por fim, há “Street Art Além da Rua”, com obras de sete artistas renomados na arte de rua, como Banksy.

Todas as exposições ficam em cartaz até o dia 20 de abril com entrada é gratuita.


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