Rei Roberto Carlos adianta detalhes de autobiografia

Por Caio Cuccino Teixeira
Aos 72 anos, Roberto conta que está escrevendo sua própria biografia: ‘Ninguém vai falar isso melhor do que eu’, acredita | Divulgação Aos 72 anos, Roberto conta que está escrevendo sua própria biografia: ‘Ninguém vai falar isso melhor do que eu’, acredita | Divulgação

Após cinco minutos já acomodado no palco do teatro do transatlântico MSC Precioza, lotado de fãs e de jornalistas, um bem humorado — e solteiro, como fez questão de destacar — Roberto Carlos se deu conta: “Estou bem melhor do TOC, porque sentei em uma cadeira roxa e ninguém me avisou nada. A próxima deve ser marrom!”, brincou o cantor de 72 anos sobre suas manias decorrentes do Transtorno Obsessivo Compulsivo e da fixação na cor azul. No navio ancorado em Búzios, onde ele faz a 10a edição do projeto “Emoções em Alto Mar”, que começou no dia 8 e segue até dia 12, o Rei avisou que está prestes a lançar sua biografia. Sim, mas escrita por ele.

“Acho que minha história é propriedade minha e de mais ninguém. Muita gente pensa que vou esconder coisas por isso ou aquilo, mas não mesmo. Vou escrever tudo o que vivi, sofri, as alegrias, tristezas, mas, principalmente, as alegrias. Ninguém vai falar isso melhor do que eu. Já vai sair daqui a pouco. E aí provavelmente isso pode virar em seguida um filme, um seriado ou coisa assim, ou até uma peça de teatro”, contou.

O desligamento da associação Procure Saber, que tem entre os membros Caetano Veloso, Chico Buarque e Djavan e com a qual divergiu quanto à questão das biografias não autorizadas, foi sem mágoas. “Resolvi fazer minha parte separadamente dos outros, mas estou de acordo com muitas coisas. Temos uma relação boa, não estamos assim tão separados como se pensa”, diz o cantor.

Ele esclareceu que sua biografia não autorizada, escrita por Paulo César de Araújo, teve a venda proibida judicialmente por “haver invasão de privacidade desnecessária”. “Tem muita coisa que não concordo ali sim, acho que tinham que me consultar pelo menos, por isso tomei aquela atitude de protestar.”

Enquanto a publicação oficial sobre sua vida não sai — “Estou gravando, editando. Já escrevi coisas até meus 25 anos… quer dizer, então faltam mais dois terços!”, disse –, Roberto lança em março um livro de fotografias entremeadas com versos de 500 canções suas. Em edição de luxo, com tiragem de 3 mil exemplares numerados, o livro custará R$ 4 mil. Até a noite de domingo, foram feitas 70 reservas de fãs que estavam a bordo do cruzeiro.

O Rei anunciou ainda que, em setembro, fará um show em Las Vegas que deverá virar especial de TV. Ainda sobre os novos planos, o cantor não descartou gravar um CD de rock. “Sempre que gravo, gosto de dar um toque de rock and roll em algumas canções. Gosto da ideia de gravar um disco de rock and roll”.

Para Rei, estar em navio com as fãs é como estar em casa

“Aqui no navio me sinto em casa, em família, sob o mesmo teto. Só não dormimos na mesma cama!”, brincou Roberto Carlos. Foi o suficiente para atiçar as fiéis súditas do Rei, que não medem esforços para chamar a atenção do ídolo e tentar ganhar uma rosa do cantor no final do show.

“São dez anos de cruzeiros e criei muitas amizades nos shows do Roberto. Esse amor comum, essa energia é muito boa. Ele é nosso elo”, contou a professora Juzelda Marocco, 68 anos, de Porto Alegre. Com as amigas Dinara Fernandes, 62, e Miriam Heineck, 48, ela armou-se de um gigantesco cartaz para declarar seu amor ao cantor ao longo de uma década a bordo nos cruzeiros.“Já fui a 110 shows dele e sempre que eu puder, vou segui-lo onde for”, disse Adalgisa Santana Pereira, 59, de Salvador.

E se o Rei não está assim tão ao alcance das fãs, um cover do cantor há sete anos, o paulista Robson Carlos, 63, desfrutava de seus momentos de fama. A cada passo no navio ele era assediado para fotos. “O RC me comove. Já estive com ele duas vezes e ele disse que não se aborrecia pelo fato de eu imitá-lo”, afirmou o cover.


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