Casa Modernista abriga espetáculo de dança de três horas

Por Caio Cuccino Teixeira
Cinco duplas se espalham pelo espaço em locais como a piscina | João Caldas/Divulgação Cinco duplas se espalham pelo espaço em locais como a piscina | João Caldas/Divulgação

Quando a coreógrafa Marta Soares iniciou a pesquisa que daria origem a “Deslocamentos”, não imaginava que encontraria o cenário ideal para o trabalho em um espaço tão diverso do que ela propunha.

“Queríamos aprofundar uma pesquisa sobre a relação entre deformação e transformação no movimento. Aí chegamos à Casa Modernista. Foi muito interessante ver o contraste entre esses corpos sem forma e uma arquitetura formalista”, afirma a coreógrafa, que buscava espaços em que as performances pudessem ser vistas de vários pontos de vista, em 360º.

Soares chama o trabalho, que estreia nesta sexta-feira, de “ocupação coreográfica”. Ao longo de três horas, cinco duplas de bailarinos dançam sem parar em diferentes cômodos da casa, projetada em 1927 pelo arquiteto russo Gregori Warchavchik (1896-1972).

“Escolhemos espaços não tão óbvios. São cantos, nichos apertados. Às vezes você vê apenas fragmentos de corpos. É como se tivesse que procurar [os duos] pela casa”, diz.

Um elemento-chave para a transformação proposta por Soares é o figurino de Anne Cerutti, que faz com que dois corpos pareçam uma massa disforme em constante mutação, embalada pela paisagem sonora de Lívio Tragtenberg. “Esses corpos não têm frente, eles são estranhos conforme você caminha ao redor deles”, explica a coreógrafa.

Serviço

Na Casa Modernista (r. Santa Cruz, 325, Vila Mariana, tel.: 5083-3232). Estreia nesta sexta-feira. De sex. a dom., das 17h às 20h. Grátis. Até 23/2.

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