Edição de "Zicartola" conta com entrevista de Nelson Pereira dos Santos

Por Caio Cuccino Teixeira
Cartola em foto de 1978 | Acervo UH/Folhapress Cartola em foto de 1978 | Acervo UH/Folhapress

Embaixadores do samba no período do auge do sucesso radiofônico, Cartola, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva e Zé Keti agora são vistos como vanguardistas na tarefa de contestar hábitos e costumes brasileiros por meio do ritmo. O lado iconoclasta dessa geração de sambistas é revelado no livro “Zicartola – Política e Samba na Casa de Cartola e Dona Zica”, escrito por Maurício Barros de Castro.

A obra lembra a comunhão de “subversivos” que acontecia debaixo do teto da pensão “Zicartola”, inaugurada em 1963, na rua da Carioca, no Centro do Rio. “Esse aspecto contracultural é próprio das culturas negras. Nos Estados Unidos, por exemplo, os beatniks foram influenciados pela própria rítmica do jazz. Isso acontece apesar dessas culturas serem tradicionais”, conta o autor.

No Zicartola houve o encontro entre a ala mais politizada da MPB e de compositores que participaram da fundação das escolas de samba mais tradicionais.

Esta é a segunda edição do livro, que tem como novidade uma entrevista inédita com o cineasta Nelson Pereira dos Santos e um prefácio assinado por Hermínio Bello de Moraes e Aldir Blanc.

livro-zicartola


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo