Morre o ator austríaco Maximilian Schell, vencedor do Oscar de 1961

Por Tercio Braga
Em 1961, Schell recebeu o Oscar de melhor ator por seu papel de advogado de um criminoso de guerra nazista no filme Em 1961, Schell recebeu o Oscar de melhor ator por seu papel de advogado de um criminoso de guerra nazista no filme ‘Julgamento de Nuremberg’ | Ahmad Masood/Reuters

O ator austríaco Maximilian Schell, vencedor do Oscar em 1961 de melhor ator pelo filme “O Julgamento de Nuremberg”, morreu em uma clínica de Innsbruck (oeste da Áustria) aos 83 anos.

Schell morreu durante a noite de sexta-feira (31) para sábado (1º) “em consequência de uma doença grave e repentina”, declarou a agente Patricia Baumbauer.

O ator passou mal em 18 de janeiro em Kitzubuhel, oeste da Áustria, onde participava de uma filmagem para o canal alemão ZDF, segundo a agência austríaca APA. Schell havia deixado o hospital na terça-feira passada.

Carreira

Nascido em Viena e exilado com os pais na Suíça depois que a Áustria foi anexada pelos nazistas, em 1938, Maximiliam Schell retornou à Áustria depois da guerra.

Maximilian Schell deu os primeiros passos como ator em um teatro da Basileia, na Suíça, aos 23 anos, mas ficou muito tempo à sombra da irmã Maria, até que os dois atores europeus conseguiram espaço em Hollywood.

Em 1961, ele recebeu o Oscar de melhor ator por seu papel de advogado de um criminoso de guerra nazista no filme “Julgamento de Nuremberg”, do diretor Stanley Kramer, no qual dividiu a tela com Marlene Dietrich, Burt Lancaster, Spencer Tracy e Richard Widmark.

Ele sempre permaneceu fiel aos palcos e atuou nos últimos anos em teatros de Nova York, onde apresentou em 2000 uma versão de “Julgamento de Nuremberg”, e de Londres, onde em 2006 participou na peça de Arthur Miller “Resurrection Blues”, dirigida pelo cineasta americano Robert Altman.


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